(Anteriormente conhecido como: Rubens Ewald Son Film Critics Association; Big River Film Critics Association)
Estatísticas
13 filmes avaliados
13 críticas positivas (100%)
Nenhuma crítica mista
Nenhuma crítica negativa
Nota média: 82
Na média, esta associação dá notas 1,2 pontos menores do que as outras.
Em suas críticas, esta associação pontuou:
Acima da média 31% das vezes
Na média 8% das vezes
Abaixo da média 61% das vezes
Críticas
Entre parênteses, a média geral do filme.
95
Baila (84)
Um filme que se passa na cidade de Salvador distribuído pela A24 e produzido em Hollywood. O anúncio do filme foi um daqueles momentos que a gente levanta as sobrancelhas, dá um suspiro e torce por menos estereótipos e uma alternativa à clássica “estética latina” do cinema norte-americano. Mas logo o nome de Monique Gardenberg, soteropolitana, foi o bastante para adentrarmos em uma zona de confiança. E assistindo o filme foi bom admitir que estávamos errados com a primeira impressão.
O filme já nos insere no seu universo de forma arrebatadora com fortes referências culturais brasileiras na trilha e na abertura, essa última sendo um uso genial da estética futurista de Hans Donner, já consolidada como tesouro nacional. Esses elementos interagem com a atmosfera de suspense e ficção como um pastiche brilhantemente executado que reflete a alma do filme enquanto investigador das relações do espaço urbano com o tempo.
Ainda sobre isso, o roteiro de Manuela Dias insere nosso protagonista nos diversos espaços da Salvador quase apocalíptica de forma a observar as pessoas que vivem nesses espaços, as subculturas da cidade deixando para trás qualquer observação rasa da cidade que se poderia ter em um filme de Hollywood. Assim, Políbio – nosso herói – serve como um termômetro dos locais por onde anda a partir de suas interações com as outras pessoas do recinto.
Mas se Políbio nos fala sobre os espaços da Salvador de 2050, Tora nos sinaliza o contraste dos tempos da cidade. Como alucinação de Políbio, ela é a nostalgia dos bons tempos, uma seleção de sentimentos da cidade que nos trazem alegria e saudades. Porém com a grande revelação, Tora nos comunica uma Salvador do ano 2000 lotada de contradições e abismos tão aterrorizantes quanto os de 2050.
É importante destacar Carla Perez no papel como referência direta ao infame Cinderela Baiana. Aqui ela atua autoconsciente da ligação que o filme tem com sua imagem e entrega um Tora perfeita para o universo do filme. Antonio Pitanga também se destaca com a sutileza de seu personagem e brilha em todos os momentos conseguindo dosar os momentos em que comanda e em que apenas sinaliza a cena. Já Xavier Dolan como o Justiceiro atua apenas como link entre Políbio e Tora sendo um personagem necessário porém com um desenvolvimento limitado e em parte frustrante, mas nada que prejudique a história.
Quanto à parte técnica, o filme todo esbanja uma fotografia impecável, trilha marcante e direção de arte exuberante, porém o ápice acontece na cena do trio elétrico com o Carnaval apocalítico. Esse êxtase do fim da cidade possui uma direção tão magnética que é impossível não se arrepiar com a maestria com que Monique e sua equipe registram as sensações físicas e metafísicas da cena e as traduzem na tela.
Baila com certeza figura entre os melhores do festival e consegue além disso figurar entre uma das melhores representações do Brasil no audiovisual internacional.
90
An Unusual Summer (93)
Fazer um diálogo com períodos históricos em uma ficção é sempre um risco. O autor pode acabar usando ela apenas de pano de fundo e não impactar os personagens ou pior distorce a realidade dos fatos para o “bem” da narrativa. Porém, em An Unusual Summer temos o exemplo de uma história com abordagem sensível e com um diálogo fluido com o período retratado. Julie Delpy entrega direção e roteiro espetaculares que favorecem performances magníficas incluindo a dela própria. A escolha por uma fotografia preta-e-branca é curiosa, traz definitivamente um charme e uma sensação de melancolia mas que acaba restringindo o poder da pluralidade de tons que o roteiro possui e deixa evidente em várias cenas. Inclusive, a forma como o roteiro apresenta as relações de afeto e proteção dos personagens junto ao contexto que insiste na tentativa de romper com elas requer performances que consigam abranger as nuances das dinâmicas dos personagens com confltos tanto internos como externos. Esse desafio é lançado por Julie e aceito com gosto por todo o elenco. Jacob Tremblay consegue definir seu personagem infantil com uma resposta nem boba nem madura aos acontecimentos, uma entrega que supera muitas performances de atores experientes. Marion novamente nos entrega a excelência de uma das maiores de sua geração, seus olhos comunicam tudo: alegria, tristeza, medo e nos faz criar uma simpatia enorme pela mulher forte e afetuosa que é Noémie. Julie Delpy põe seu papel como diretor na narrativa, suas movimentações determinam como os outros personagens vão reagir e ela faz isso de maneira magistral, pois entende que a atuação em um grupo surge não só da ação, mas principalmente da reação. Tudo isso ainda é levado pela trilha delicada de Hildur Guðnadóttir que mesmo com algumas experimentações deslocadas em algumas cenas, traz em geral um complemento perfeito para o não-dito visualmente pelo filme. Por fim, temos uma obra avassaladora que merece muito a atenção nas premiações, especialmente nas categorias de atuação.
89
Kisses of a Woman (91)
Adaptar um clássico da literatura não é tarefa fácil, ainda mais quando ele já foi adaptado por Hitchcock, levou o prêmio de Melhor Filme no Oscar de seu ano e é lembrado até hoje por críticos e fãs de cinema. Mas em Kisses of a Woman, Jane Campion não só sabe com o que está lidando como tem total segurança para tomar qualquer liberdade em sua obra.
A primeira mudança aparente é que agora Maxim De Winter é Autumn, interpretada por Nicole Kidman. Essa escolha traz um frescor ao filme e explora mais a relação entre De Winter e com sua futura esposa, interpretada por Keira Knightley, agora com um nome para si – Marianne – e uma personalidade que não vive apenas à sombra da falecida Rebecca.
As cenas da primeira metade do filme encantam com o jogo de sedução das duas que conseguem transmitir com excelência a paixão entre suas personagens e os receios que envolvem aquele relacionamento. Além das atuações primorosas, fotografia e trilha colaboram para essa sensação de descoberta de um novo amor.
A partir da segunda metade, somos apresentados a Mrs Darrow, interpretada por uma Rachel Weisz excepcional em uma das melhores atuações de sua carreira. Nessa parte do filme, o real suspense começa e Weisz domina a história fazendo com que sempre esperemos alguma ação de Mrs. Darrow durante o filme, o que infelizmente reflete negativamente em nossa impressão das outras personagens. Não me entenda mal, Kidman e Knightley estão ótimas, porém a potência de Weisz na segunda metade e o fato de já termos visto o desenvolvimento das duas no início do filme fazem suas cenas serem mais reafirmações da narrativa do que oportunidades de explorá-la.
Outro ponto positivo do filme são as formas como o contexto histórico é apresentado na trama. Citando os dois momentos mais evidentes, temos a chegada do exército fascista e a queda do avião militar atuando respectivamente como rompimento e intensificador da narrativa. Esses momentos estão presentes nunca gratuitamente mas sim de forma a contribuir para o avanço da história.
O desfecho da trama não decepciona e traz uma conclusão digna de Hitchcock tanto em roteiro quanto em direção, porém há um pouco de previsibilidade visto que algumas dicas nos foram dadas na primeira metade do filme.
Por fim, Jane Campion presenteia uma nova geração de cinéfilos com uma obra que supera as expectativas e nos faz ter mais vontade de buscar as referências do passado. Se Rebecca é uma mulher inesquecível, Kisses of a Woman é nossa Marianne, nosso recomeço com os encantos do cinema.
87
Empty Cities (88)
Empty Cities nos apresenta uma história que não procura concluir ideias sobre as relações humanas mas sim estudá-las como eternos encontros e desencontros de nossas vidas. Portanto, ninguém melhor que Wong Kar Wai para fazer esse melodrama acontecer, acompanhado da fotografia de Christopher Doyle e da trilha fantástica de Mina e Umebayashi. Kar Wai convida o espectador a observar a vida de Yu assim como ele observa a de Li no início do filme, convida também o espectador a se encantar com ele assim como ele se encanta com Abigail. Isso não apenas é mérito de Kar-Wai mas da atuação encantadora de Kaneshiro e a química com seus parceiros de cena, que entregam igualmente ótimas performances. Por mais que Kar-Wai não entregue aqui uma história que se aprofunde nas relações entre as personagens, o sentimento que fica é de uma eterna conversa com Yu e na sua função como projeção do espectador. Portanto, Empty Cities consegue estudar o desejo e o amor de uma forma não muito comum em romances: aquela que apenas explora a visão de quem ama e isso basta.
86
The Visit (79)
Inspirado pela peça homônima, The Visit nos traz Vinterberg em grande forma com um melodrama de partir o coração. Ele constrói sua personagem principal como uma catalizadora de sua vida e da cidade. A forma como Claire deseja mesclar redenção e vingança a fim de resolver pontos soltos em sua vida só os reforça. A narrativa encerra magistralmente com Claire retribuindo uma cidade fadada ao fracasso moral, replicando o abandono que sofreu e se desfazendo em eterna irresolução. Aqui não só a narrativa é deliciosamente amarga como toda a produção e fotografia que a envolve e reforça. Talvez aí vemos a ótima atuação de Nicole Kidman muitas vezes engolida por essas características, além de ter em seu parceiro de cena, Mikkelsen, uma de suas sempre fantásticas atuações, com as demonstrações do medo, culpa e tristeza de seu personagem sendo compostas e interseccionadas lindamente. Por fim, podemos sair da sessão com um peso, mas a arte de Vinterberg nos ensina a ver beleza na crueldade.
85
Robert Patti Blue Star (94)
Adaptar um livro nunca é uma jornada simples, ainda mais quando a obra é autobiográfica. A visão do diretor e do autor/personagem podem entrar em conflito e o resultado não ser satisfatório. Em Robert Patti Blue Star isso não acontece. Heller seleciona e traduz as memórias de Patti Smith com uma coerência narrativa que conversa organicamente com a direção estética do filme. Hedges e Mara assumem tons de atuação distintos mas que se complementam resultando na química necessária para nos fazer ter empatia com as personagens. Hedges transita entre os altos e baixos emocionais de Robert e por vezes dialoga com o ícone Mapplethorpe, mas seu trabalho mais louvável é na intimidade do personagem. Porém é Mara que assume o real desafio pois constrói junto com Heller a narrativa de Patti e executa isso de maneira sutil e magistral, com certeza será figura marcada nas premiações dessa temporada. Sobre os outros personagens do filme, Hamm constrói um Harry competente, mas mesmo dosando entre o excêntrico e o terno ainda sim me fez pensar “o que Richard E Grant faria?” lembrando de sua performance perfeita em Can You Ever Forgive Me? também de Heller. Já Kruger, de forma mais efetiva, consegue entregar uma personagem complexa em pouco tempo de tela, beneficiada também por não estar interpretando uma figura conhecida do público.
85
Todos os Nomes (86)
Em Todos os Nomes, Catarina Vasconcelos adapta o livro homônimo de Saramago com chame e delicadeza. O desenvolvimento do personagem de Joaquim de Almeida é bem pontuado tanto pela atuação como pela construção narrativa do filme. Catarina nos mostra a busca de José pela mulher misteriosa como reflexo da busca por si próprio com o objetivo inserir o espectador na mesma busca: somos o mistério que criamos para nós mesmos. As atuações codjuvantes aqui tem pouco destaque, mas não vejo como algo ruim e sim uma escolha consciente para provocar o protagonista em sua trajetória. A fotografia e trilha conversa de forma coesa com o filme nos insere ainda mais na narrativa. Por fim, Todos os Nomes é um forte candidato em filme estrangeiro e deve aparecer em várias listas de melhores da temporada.
81
Hollywood Ending (78)
Um homem se apaixona por uma mulher mas a vida o leva a decidir entre carreira e amor. Uma fórmula já explorada em diversos filmes hollywoodianos é trazida com novos ares por James Gray em Hollywood Ending. Neste filme, o jovem Christopher se mostra de início como um potencial mocinho com sua ambição pelo sucesso e relação afetuosa com a avó e com a atriz experiente. Porém após seu encontro com executivos de Hollywood, temos o conflito que dá início a decadência moral de seu protagonista.
Ao longo da história, Gray vai eliminando qualquer resquício do trope do jovem humilde que tivemos contato no início do filme e faz isso pois não nos foi prometido uma moral intacta do personagem, apenas a ilusão dela, bem representada pela montagem e desmontagem do estúdio. A partir daí, Christopher se torna o serial killer de suas próprias virtudes.
Na cena do asilo, temos o confrontamento de uma brilhante Julie Andrews – em um papel diferente do que estamos acostumados a vê-la – e a falta de reação do protagonista que faz sua relação com a avó cada vez mais fria e distante. Andrews entrega um monólogo emocionante digno de ser lembrado nas premiações que sintetiza tudo com o que Christopher está rompendo na família.
Depois disso, temos a soberba de Christopher e rompimento com mais um dos elos que o humanizava, Julie. Margot está encantadora no papel e rouba a cena em diversos momentos como se sugasse a vitalidade do personagem de Reeve, enquanto vemos seu declínio moral.
Nesses dois momentos, Gray trabalha com cenas do que poderia ser e não foi deixando bem claro os efeitos das escolhas tomadas pelo seu protagonista na vida de outras pessoas. No último ato, vemos a consequência desses atos para o próprio Christopher e é criada uma espécie de atmosfera de redenção do personagem que logo responde apaticamente ao perdão de Julie e quebra com qualquer possibilidade de arrependimento do mesmo. É como se apenas ele esperasse sua redenção, seu final feliz de Hollywood.
Gray consegue trabalhar toda a história de corrupção de Christopher e quase todos os elementos cinematográficos ajudam, porém existem alguns detalhes que não colaboram para isso. Reeve Carney, por mais que crie esse desgosto intencional no expectador pelo personagem, não consegue entregar uma atuação que externe seus conflitos internos sem a ajuda dos recursos visuais de Gray, se tornando mais uma marionete do diretor do que um protagonista pede. Quanto à outros elementos, uma trilha fez falta em muitas cenas para haver uma alusão mais contundente à quebra com as raízes melodramáticas que vemos na película.
Ao final, Hollywood Ending consegue entregar uma qualidade já esperada de Gray e um domínio da arte de fazer cinema que se faz totalmente visível na tela.
80
Landslide (92)
Landslide traz uma biopic musical que se destaca pela forma como as músicas externalizam os sentimentos dos personagens de maneira crua transitando entre os gêneros de maneira coesa e significativa ao longo do filme. As atuações também são destaque principalmente as de Billie Lourd e Logan Lerman, ambos no auge de sua carreira. A narrativa segue um caminho já esperado, obviamente por se tratar de um filme biográfico, mas também por esse formato ser importante no desenvolvimento dos personagens. Tendo isso em mente, resta a produção estética sonora e visual engrandecer esses momentos e tudo é feito de forma impecável com destaque a maneira como o som é inserido nas cenas. No geral, o filme cumpre suas expectativas de forma totalmente competente deve figurar entre os vencedores de categorias técnicas dessa temporada.
80
Odysseia (84)
Odysseia mostra Rian Johnson mais uma vez em uma direção segura e em sintonia com o seu elenco. Rian consegue abordar os temas de ancestralidade e as tensões sociais de maneira orgânica em uma camada acessível do filme em conjunto às cenas de ação de tirar o fôlego. As atuações aqui também são impecáveis, com destaque a Craig e Cheung ambos trabalhando perfeitamente a dualidade de seus personagens em abordagens distintas. Mesmo com uma ótima direção, Rian parece muitas vezes dirigir filmes distintos aqui, com cenas flutuando entre introspecção e explosão o que algumas poucas vezes afetava o ritmo da película. No geral, Rian entrega novamente um ótimo filme que amplia o gênero de scifi e ação nos deixando ansiosos por produções similares.
78
Beyrouth, Mon Amour (78)
Em “Beyrouth”, Labaki mostra mais uma vez sua inteligência ao abordar questões sociais e políticas por diversas perspectivas sem ficar isenta ao tema. Com atuações fortes levadas por uma boa direção, o elenco se empenha em mostrar os sentimentos de seus personagens com louvor, porém por mais que o filme se preocupe com essas múltiplas experiências, nenhuma delas é realmente explorada, tendo um certo vazio presente em algumas passagens. No geral, Labaki retorna com um bom filme onde a realidade é explorada com um intuito claro mas com pouca profundidade.
77
Education (78)
A carreira de Yorgos Lanthimos é recheada de comentários sobre como nossas relações se dão através da linguagem e sempre com uma abordagem fora do comum que explicita as dinâmicas dos personagens da trama. Em Education, não é diferente. O elenco afiadíssimo nos apresenta o universo construído por Yorgos com a ajuda de sua direção inconfundível, além de edição e fotografia primorosas que nos revelam a esterilidade e mecanicidade do ambiente. Entretanto, o principal problema da película está exatamente no roteiro, que por seu foco na apresentação do universo, se fecha como um oroboro didático com a contínua preocupação em explicar ao invés de instigar uma reflexão. Voltando ao elenco, dois destaques do elenco são Glenn Close que, com a estranheza inerente à personagem, flerta com uma estética camp remanescente de algumas personagens suas de outros filmes (vide 101 Dálmatas e Mulheres Perfeitas), e também Roman Griffin Davis com uma performance que eleva os personagens infantis de terror com um desconforto único com um diálogo cênico muito orgânico com a direção de Yorgos. Por fim, Yorgos entrega mais um filme estranho e intenso com sucesso mas cuja conversa com o expectador não repercute com tanta eficácia quanto seus outros filmes.
62
Remind Me of the Stars (70)
Em Remind Me of the Stars, Linklater explora as diferenças geracionais e o que nos provoca na busca da nossa felicidade. Ele consegue construir uma narrativa visual muito aconchegante em seu road movie e que conversa muito bem com as expectativas de seus personagens ao longo da história. A construção das personagens entretanto é um pouco confusa. Inicialmente temos uma Beth com saídas cômicas já características de O’Hara mas que pareciam incomuns ou até deslocadas da cena. O’Hara só encontra um lugar confortável com sua personagem a partir da viagem onde consegue explorar os momentos de animosidade de Beth com seus sentimentos “juvenis” de primeiro amor resultando numa atuação afetuosa e carismática. Já o personagem de Chalamet faz um contraponto não muito satisfatório com Beth. David possui um conflito com o pai que não é explorado de forma explícita no filme e um conflito também sem explicações com a namorada. Isso nos afasta do personagem de uma maneira que vai além do garoto adolescente introvertido, pois não é sua frieza que nos distancia de conhecê-lo melhor – por mais que colabore – mas sim o roteiro de Linklater que insiste em deixar implícito o dispensável. Por fim, David nos entrega nada além de uma carapaça de possibilidades que serve de reação a personagem de O’Hara. Apesar desses problemas, o filme vai cada vez mais se encontrando até a sua conclusão com o encontro de Beth e John. O’Hara e Levy entregam uma atuação delicada e que eleva o filme em minutos com um diálogo que ultrapassa o verbal. Em conclusão, temos em Remind Me of the Stars um road movie que vale a pena a viagem mesmo com as engasgadas de motor.
Premiações
2ª Temporada
Melhor Filme: A Chin of Gold
2º Lugar: Some Miles West of Tordesilhas
Melhor Direção: Guillermo del Toro, A Chin of Gold
2º Lugar: Guillermo del Toro, Tempest
Melhor Ator: Gael García Bernal, Some Miles West of Tordesilhas
2º Lugar: Michael Caine, Tempest
Melhor Atriz: Judi Dench, The Clearing
2º Lugar: Isabelle Huppert, Tempest
Melhor Ator Coadjuvante: Edward Norton, A Chin of Gold
2º Lugar: Ian McKellen, The Clearing
Melhor Atriz Coadjuvante: Lucy Liu, Some Miles West of Tordesilhas
2º Lugar: Tilda Swinton, Attraversato
Melhor Roteiro: Ana Carolina, Some Miles West of Tordesilhas
2º Lugar: Oliver Stone, Verano
4ª Temporada
Melhor Filme: Baila
2º Lugar: Empty Cities
Melhor Direção: Monique Gardenberg, Baila
2º Lugar: Jane Campion, Kisses of a Woman
Melhor Ator: Takeshi Kaneshiro, Empty Cities
2º Lugar: Logan Lerman, Landslide
Melhor Atriz: Rooney Mara, Robert Patti Blue Star
2º Lugar: Glenn Close, Education
Melhor Ator Coadjuvante: Mads Mikkelsen, The Visit
2º Lugar: Roman Griffin Davis, Education
Melhor Atriz Coadjuvante: Marion Cotillard, An Unusual Summer
2º Lugar: Rachel Weisz, Kisses of a Woman
Melhor Roteiro: Jane Campion, Kisses of a Woman
2º Lugar: Manuela Dias, Baila
Melhor Filme Estrangeiro: Baila
2º Lugar: Empty Cities
