de Valeria Bruni Tedeschi
produzido por Júlia Fraga
com Adriano Tardiolo
18 de julho de 2020 (3º Festival de Veneza)
🇮🇹 Itália
Ficção Científica / Comédia
Sinopse: Paolo, um esquerdopata italiano, cria uma máquina do tempo para matar fascistas. Mas ele não contava com as reviravoltas de manipular a história.
Vencedor de 4 prêmios, incluindo a Coppa Volpi de Melhor Atriz em Veneza para Sophia Loren. Parte da Criterion Collection.
Consenso da Crítica: As experimentações funcionam até certo ponto, mas “Viaggiatore” é uma rara ficção científica que não se leva tão a sério — e, no caminho, extrai performances memoráveis de Adriano Tardiolo e Sophia Loren.
Média da crítica
79
Média do público
7.8
Tomatômetro

87%
Pipocômetro

83%
Navegue pelas seções
Ficha Técnica
Direção: Valeria Bruni Tedeschi
Roteiro: Valeria Bruni Tedeschi
Produção: Júlia Fraga
Fotografia: Valeria Bruni Tedeschi, Guillaume Schiffman
Música: Valeria Bruni Tedeschi, Ludovic Bource
Figurinos: Milena Canonero
Distribuição: StudioCanal
Plataforma: Catflix
Elenco
Adriano Tardiolo como Paolo Stromboli
Franco Nero como Benito Mussolini
Toni Servillo como Dino Grandi
Sophia Loren como ela mesma
Proposta Estética
Viaggiatore é um filme experimental franco-italiano mudo em preto e branco, com acompanhamento de trilha instrumental para dar o tom das cenas. As atuações são enfáticas, caricatas e todo tipo de diálogo é apresentado por meio de cards, mimetizando a estética de um filme mudo dos anos 10/20. É uma ode ao início do cinema e traz consigo homenagens a grandes nomes como Enrico Guazzoni, Carl Theodor Dreyer, F.W. Murnau, Georg Wilhelm Pabst, Fritz Lang e Charles Chaplin. A fotografia é um trabalho conjunto da diretora com consultorias de Guillaume Schiffman e reafirma essa intensidade expressiva dos atores em cena. O filme possui o intervalo de 20 quadros por segundo e foi gravado majoritariamente pela câmera Bell & Howell 2709 e pela Eymo, sem nenhum processo de tintura.
Narrativa
2016
Paolo Stromboli (Adriano Tardiolo) é um jovem sonhador que acabou de entrar na universidade para cursar física.1 Ele é muito estudioso: vemos seu corre-corre entre as aulas e suas noites na biblioteca. Um dia, após uma prova muito cansativa, ele se senta em um banquinho no pátio da universidade e observa jovens em um protesto. É nesse momento que ele se depara com o movimento estudantil bem fervoroso que luta majoritariamente contra a política ultradireitista do primeiro ministro italiano, Giuseppe Conte. Paolo se interessa pelos gritos de ordem do jogral (que aparecem em cards) e se junta a esse movimento, repetindo a plenos pulmões palavras que ele ainda não sabia muito o que significavam. Vemos diversas cenas em que ele se mostra um participante fervoroso e estudioso, focado nas leituras e participativo em diversos atos. O tempo passa (vemos um card com reticências) e, ele tem a impressão de que todo aquele movimento não leva a nada e ele se revolta. Ele sente que precisa tomar as rédeas da história e acabar com regimes autoritários com suas próprias mãos. 2Então, ele decide se focar nos estudos para atingir um objetivo: construir uma máquina do tempo e voltar para acabar com alguém que, em sua concepção, é o principal responsável pelo surgimento de movimentos reacionários: Benito Mussolini. Vemos Paolo absorto em seus estudos e seus experimentos. Os anos passam (os cards mostram, entre as ações desse aspirante a cientista, os anos de 2017, 2018, 2019 e 2020). É em 2020 que ele consegue, de fato, criar sua máquina do tempo. Ele olha maravilhado para sua criação e puxa, dramaticamente, uma grande cortina para nos mostrar: uma pequena pulseira do tempo capaz de transportar suas moléculas através da história da humanidade. Em um ímpeto de coragem, vemos Paolo mover as pequenas alavancas de sua pulseira e o visor mostra os números 1,9,3,1.
[nota 1]Um vórtice monocromático aparece na tela3. Vemos o rosto de Paolo se contorcer junto do que parece ser a tessitura da realidade em que ele se encontra. Tudo na pequena tela preta e branca se estica e se reduz conforme as espiralações, curvas e zigzags que acontecem nessa viagem temporal. Essa viagem lisérgica faz a expressão de Paolo passar de surpreso a amedrontado, por mais que ele estava consciente de seus cálculos, aquilo poderia não acabar bem. As imagens se transformam em um rodeminho sobre um sorvedouro de água até que termina e Paolo se percebe em…
1931
4Paolo aparece de uma padaria antes do amanhecer. Ele aproveita algumas vestes deixadas ao léu em um banco e se veste para se misturar. Ele caminha atento pelas ruas da capital italiana enquanto o dia raia e, quando chega em uma banca de jornal e folheia algumas páginas. Ele morde um pãozinho que pegou discretamente da padaria: as viagens no tempo dão fome.
Benito Mussolini (Franco Nero), logo após assinar o decreto de pacificação da Líbia em 1931 e, por consequência disso criar 15 campos de concentração, recebe a visita de Paolo, que finge ser um estagiário do partido. Eles conversam sobre como os líbios merecem estar nesses campos e riem juntos. Paolo sugere então que Mussolini visite esses campos para ver sua obra prima; Mussolini se diverte com a ideia e aceita.
5A cena que se segue é Paolo em um lugar que parece uma sala de controle, segurando um papel com a assinatura de Mussolini. Ele entrega o papel para o oficial e, confuso, o oficial puxa uma alavanca. Vemos Mussolini acenando alegremente para pessoas presas em jaulas, como se estivesse em um comício. Alguém aponta para o céu. Aviões da Força Aérea Real Italiana aparecem. Vemos o card do zunido dos aviões vrzzzzzz e o rosto desesperado de Mussolini. A explosão acontece e tudo vai para os ares. Vemos Paolo sorrindo discretamente quando percebe a movimentação desesperada no gabinete de Mussolini. Ele entra em um armário e aperta sua pulseira máquina do tempo.
2020
Ele chega feliz, cantarolante, senta para ler as notícias em seu computador e percebe que tudo se manteve da mesma forma6: políticas neoliberais e autoritarismo borbulham nas notícias a sua frente. Ele fica bravo e, desesperado, procura pelo culpado daquilo tudo. Dino Grandi (Toni Servillo) era o responsável: ele foi o ministro da justiça entre 1929 e 1931. Ele era visto como o justiceiro contra a corrupção pelos apoiadores e, após a morte de Mussolini, assumiu o poder sendo um tirano. Paolo termina a leitura e num pulo, pega uma bruschetta e volta no tempo novamente, com sua pulseira e um olhar decidido.
1939
Paolo chega e fica perdido no corre corre do novo gabinete de Dino Grandi5. Tudo está diferente, mais organizado, com presença até de partidos da esquerda italiana em uma mesa de deliberação. Ele observa Dino, que se movimenta com passos firmes e fala palavras “neutras” para acalentar o coração de gregos e troianos daquela sala. Paolo percebe o tema da reunião: a decisão se a Itália fará parte do Eixo, na Segunda Guerra Mundial. Alguns cards aparecem com opiniões sobre o assunto: um dos políticos de esquerda diz que a Itália já estava abalada pela segunda guerra ítalo-etíope; outro político, de direita, diz que a Itália deve mostrar sua grandiosidade e manter a amizade com o baixinho da Alemanha.
Paolo se assusta com a gravidade do momento e tenta se infiltrar na reunião rapidamente, usando seu disfarce de estagiário. Ele aborda Dino e diz que ele tem uma ligação urgente em seus aposentos. Os dois sobem as escadas rapidamente e, no topo, Paolo se vira e, dramaticamente, empurra Dino escada abaixo[nota 2]. Ele desce e se certifica, com um espelhinho no nariz, se o fascista está morto. Sorri e aperta sua pulseira do tempo.
2020
Paolo chega faminto e decide pedir pizza. Enquanto espera seu pedido, zapeia os canais da TV e percebe que a Itália ainda se encontra na mesma6. Visivelmente bravo, pesquisa na internet o que aconteceu depois da morte causada por ele. Ao que tudo indica, o país se manteve bem de 1939 a 1977, até Sophia Loren (Sophia Loren), em seu papel em Una Giornata Particolare, se tornar uma grande reaça e ganhar espaço nos debates políticos. Com isso, Loren lançou sua carreira e, em pouco tempo, conseguiu o posto de primeira ministra da Itália. Suas opiniões eram polêmicas e de extremo mal gosto, além de ter mantido o país sob o manto liberal ferrenho. O jovem assiste a um vídeo em que Loren, em um palanque, diz que os imigrantes deixam o país feio e que eles devem ser feios em seus respectivos países. Paolo se levanta, antes mesmo da pizza chegar, pega uma faca e logo em seguida mexe em sua pulseira do tempo e desaparece.
1977
Ele chega em meio às produções do filme5. Passa por Marcello Mastroianni e Ettore Scola, indo diretamente até Sophia Loren, a golpeando no peito. A cena é bastante exagerada e teatral, os atores na cena se jogam no chão em desespero. Paolo percebe a movimentação para alcançá-lo e corre. Ele chega em uma esquina e aperta sua pulseira, mas sem sucesso. Ele fica desesperado e corre para tentar se esconder. Ao chegar em um estacionamento que parece vazio, ele se encosta em um carro para tomar fôlego. Um policial chega vagarosamente por trás e o golpeia na cabeça. Tela preta.
2020
Paolo acorda e percebe seu antigo rádio relógio ao seu lado. A data marcada o mostra que ele se encontra no presente. Ele levanta e vê a pulseira sobre a mesa de cabeceira. Visivelmente confuso, vai até a janela. Ele começa a perceber uma movimentação. Um protesto está se formando em sua rua. As pessoas, mascaradas e com seus cartazes abaixados, parecem rumar para a frente do gabinete do primeiro ministro. Ainda sem entender nada, ele se embrenha7 por entre as pessoas, tentando compreender o que está acontecendo. Ele decide subir algumas das escadas da entrada do prédio do gabinete e então ele percebe: os cartazes tem um rosto muito familiar, o rosto envelhecido de Paolo, junto de xingamentos e desenhos falocêntricos. Assustado, ele corre de volta para sua casa e fecha a porta atrás de si. Ele se desloca até o banheiro, para ver se seu reflexo é o mesmo. E é. Ele vai até a pulseira do tempo e tenta entender o que pode ter acontecido e ela está quebrada. Ele fecha seus olhos e tenta se lembrar do momento em que levou a pancada.
A tela gira, como num redemoinho e se enche com a ação. Paolo está novamente encostado no carro e o policial lentamente chega para o ataque. No momento da pancada, vemos Paolo se dividir em dois assim que o corpo cai e o choque faz com que a pulseira do tempo quebre e, a versão dois de Paolo, mais fantasmagórica por conta dessa divisão, volte para o presente.
O jovem abre os olhos e corre para a frente do seu computador, para tentar traçar os passos de Paolo em 1977. Ele encontra vários artigos de revista e consegue compreender a narrativa. Uma montagem rápida e ainda mais caricata se inicia.
Após ser abordado pela polícia, a versão do passado é condenada a vários anos de prisão. Atrás das grades, o jovem do passado se mantém atualizado às notícias: a onda fascista surgiu da mesma forma. Ele percebe que seus esforços hercúleos não serviram de nada e que o pensamento direitista não se tratava somente de uma figura individual facilmente descartada. Isso ia além, estava entranhado em um sistema doente e inteligente, que se adaptava e sucateava qualquer tipo de possibilidade de insurgência. Paolo do passado então, após anos preso, começa a perder as esperanças em qualquer tipo de mudança. Ele murcha. Ele começa a ver o pior nas pessoas, o pior na existência. Se torna um niilista arrogante que lê Bukowski. Ele inicia a escrita de um manifesto biográfico sobre o desencanto. Ao sair, emplaca seu livro e começa a espalhar sua palavra na grande mídia. Sua figura se torna mais e mais autoritária e ele consegue chegar ao poder, dando respostas fáceis de descrédito à política para os problemas sociais no país. E, desde então, se mantém como primeiro ministro italiano. Paolo atual olha para a tela revoltado e se levanta, marchando novamente até a frente do gabinete. O seu gabinete.
Ele passa pelas pessoas e pela segurança com movimentos duros, obstinados. Atravessa as grandes portas e dá de cara com si mesmo, enrugado. Os olhos de Paolo velho se arregalam e vemos um brilho que não havia lá. Paolo jovem gesticula intensamente e, um card, nos resume aquilo que foi dito: o jovem afirma que a esperança não pode ser perdida e, que o fascismo se alimenta exatamente dessa desesperança em se esperar um resultado imediato. Ondas autoritárias não se restringem a uma pessoa e sim ao sistema que se alimenta da intolerância e da sensação de impotência plantada em cada indivíduo insurgente, que deve espalhar a insurgência para coletivo.
Voltamos ao momento em que Paolos se encaram. As pessoas na manifestação estão caladas, vendo aquele diálogo acontecer. Ao fim da última gesticulação de Paolo jovem, Paolo velho some, como um estalo. O jovem Paolo se vira para o povo, percebendo a grande enrascada que se meteu. Fine.
[nota 1]Vórtice da viagem no tempo se assemelha com a primeira viagem na TARDIS, em Doctor Who (1963).
[nota 2]Cena da queda de escada é uma releitura da cena de Chaplin juntamente com a emoção da cena de Nazaré, em Senhora do Destino.
Oscar Tapes
Adriano Tardiolo: No momento em que Paolo se embrenha na multidão e, finalmente, encara o seu eu do passado (ou seria do futuro?).
Franco Nero: O rosto desesperado de Mussolini ao ver sua iminente morte.
Sophia Loren: Em um dos vídeos vistos por Paolo, Loren em um palanque fazendo um discurso fascista.
Toni Servillo: Caindo da escada.
Trilha Sonora
Composta fruto de uma colaboração entre Valeria Bruni Tedeschi e Ludovic Bource.
Stroll in the Park
1Melodia agradável e feliz que embala a cena inicial de Paolo em seus primeiros momentos na faculdade. O instrumental é cheiro de esperança e alegria, assim como o jovem inocente.
Herrmann’s Dance
2Uma música que cria expectativas e nos prepara para o momento de tensão do filme. Essa melodia tensa acompanha Paolo em seu retiro de estudos e experimentos em que foca-se totalmente em sua sina de construir uma máquina do tempo.
TARDIS (New Landing)
3A viagem no tempo, com a pulseira de Paolo tem como inspiração a primeira viagem que o Doutor (1963) faz com sua TARDIS novinha. O som psicodélico e metálico anda junto com experiência lisérgica monocromática.
La Traviata/Act 1 (Prelude)
4Uma das óperas mais famosas de Verdi é o pano de fundo musical enquanto Paolo parte em sua missão inicial.
Panic Plane
5A música de tensão e “travessura” é recorrente no filme, como um tema que acompanha Paolo na materialização de seu plano e que embala a morte de Mussolini, Grandi e Loren.
La grande souplesse
6Música recorrente que traz o tema da surpresa de Paolo ao chegar na contemporaneidade e dar de cara com a mesma realidade. Esse tema embala sua surpresa na descoberta dos fatos históricos e em suas breves preparações para a nova viagem.
Metropolis: I Auftakt: Maschinen
7Música final do filme, que tenta conotar a tensão e o sufoco final de Paolo ao passar pelas pessoas em um protesto sem entender o que acontece, findando no embate face a face com si mesmo.
Fotografia
Figurino
Notícias
Prêmios
Total de 4 prêmios e 15 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 3ª temporada.
3º Festival de Veneza
- Coppa Volpi de Melhor Atriz, Sophia Loren (venceu)
3º Screen Actors Guild Awards (SAG)
- Elenco de Dublês (indicado)
3º BAFTA
- Filme Estrangeiro (indicado)
3º Globo de Ouro
- Filme Estrangeiro (indicado)
- Ator de Comédia ou Musical, Adriano Tardiolo (indicado)
3º Oscar
- Filme Estrangeiro (indicado)
- Atriz Coadjuvante, Sophia Loren (indicada)
- Roteiro Original, Valeria Bruni Tedeschi (indicada)
Premiações da Crítica
- Filme Estrangeiro (1 prêmio, 1 vice)
- Atriz Coadjuvante, Sophia Loren (1 prêmio, 1 vice)
- Ator Coadjuvante, Franco Nero (1 prêmio)
- Direção, Valeria Bruni Tedeschi (1 vice)
- Ator, Adriano Tardiolo (1 vice)
Temporadas Posteriores
Nota: prêmios e indicações recebidos em temporadas posteriores não são contabilizados no ranking da temporada de lançamento do filme.
1ª Mostra de Cinema de São Paulo
- Seleção Oficial
Críticas do Júri
95
Full Metal Critics Association
E se vc tivesse a oportunidade de viajar no tempo e mudar a história? É nessa odisseia que Valéria Bruni Tedeschi atráves de sua primorosa direção nos traz o debate acerca do fascismo e suas consequências na sociedade. Apesar da viagem no tempo ser um recurso de destaque, o filme vai bastante além disso, aqui vemos uma primorosa homenagem a toda a história do cinema mudo atraves dos elementos usados durante a execução das cenas. Adriano Tardiolo brilha no papel, facilmente uma das melhores interpretações masculinas do ano. Sophia Loren brilha como nunca, apesar do papel pequeno, ela consegue trazer um brilho e o tom que eleva e muito suas cenas. Viaggiatore também traz debates históricos e nos mostra que o fascismo não era somente veiculado a uma figura central,Tedeschi com seu primoroso roteiro vai alem e nos mostra que essa ideia ia além, estava entranhada no sistema e que não importasse as tentativas de Paolo em tentar consertar, esse pensamentose adaptava. Uma das respostas para muito dos momentos e movimentos que presenciamos nos dias de hj.
90
Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Um filme que mostra o poder da imagem, lembra como a simplicidade pode ser superior à sofisticação mercadológica. Poderia soar como mero exercício técnico e de estilo, mas isto não ocorre graças ao bom roteiro e a atuação carismática do jovem Adriano Tardiolo.
89
Sindicato Latino Americano de Cinema Urso Rubro
Destaque para: ~“ vrzzzzzz”~ hauhauah achei ótimo. Capa tumblr e a sinopse Netflix despertaram meu interesse. Sou uma ex estudante de física, me identifiquei com o desespero do personagem em alguns momentos, desde a função de estudos quanto a frustração em relação ao momento político. Nos diferenciamos no sentido de que ele apresenta um olhar dicotômico, concreto, que se torna ineficiente e isso é a questão mais relevante a ser debatida no momento. Achei inclusive didático nesse aspecto.
88
San City Film Critics Association
Apesar de ter como tema central algo já visto em milhares de filmes, Viaggiatore traz inovação com o seu desenvolvimento e perspectiva interessante na sua homenagem ao cinema mudo.
82
Oz Film Critics Society
Em Viggiatore o protagonista tem um objetivo maior que ele e é alvo de sua própria arrogância, o que é uma premissa conhecida para história de viagem no tempo, mas explorada de maneira única neste caso. Ainda não decidi se gostei ou não do filme ser mudo, pois acredito que teria espaço para diálogos muito potentes. Além disso, a resolução do problema que Paolo enfrenta nos últimos minutos faz parecer que o roteirista não sabia muito bem como finalizar o filme.
75
Joseph Wilker Film Critics Association
A ídeia é interessante, fiquei empolgada mas quando o filme se apresentou como mudo e em preto e branco a proposta me desapontou. Gostei bastante da narrativa mas talvez a execução do filme seria melhor se fosse alterado em momentos em preto e branco e outros em filmagem normal.
70
Gotham City Film Critics Secret Society
Pode-se dizer que “Viaggiatore” é o que DARK seria se eles tivessem usado o que tinham a seu favor para tentar impedir o regime totalitário da Alemanha. É um conceito interessante e funciona, mas poderia ter funcionado melhor. Infelizmente, as resoluções acabam sendo rápidas e fáceis demais, mas ainda vale a pena.
40
Cinema Contestado – União Catarinense de Críticos de Cinema
Viaggiatore é um prato difícil de engolir. Enquanto comédia, não diverte; enquanto drama político, pouco contribui. Se propõe a ser uma homenagem a diretores do passado, mas não faz jus aos trabalhos que remete. Não tem, por exemplo, a sutileza cômica de Chaplin ou a estética dramática de Munreu e Lang. Ao tentar processar tantas influências, acabou se tornando uma paródia caricata delas mesmas. Algumas ironias e metáforas foram bem utilizadas na obra, mas não compensam os defeitos. Pode ser uma opção interessante e leve para se assistir despretensiosamente, mas não se sustenta enquanto candidata a prêmios internacionais.
Comentários do Público
10
Scarpa
Com Viaggiatore, o maior erro de Bastardos Inglórios fica claro: falta Sophia Loren
10
Sushi
Miau pow pow miau boom miau fascistas nojentos miau! Clássico instantâneo miau!
9
coelhinha_16
Paolo, meu querido, volte 2 casas!
9
Supla de Sunga
Divertidíssimo! Sophia Loren para presidente! Não, pera…
8
Abigail Masham
Viaggiatore oferece comentários políticos em meio a uma aventura visualmente criativa, com viagens no tempo e realidades alternativas que desafiam o imaginário.
7
Davi
Divertido
