Vector (2020)

de Lars von Trier
produzido por Camila G.
com Stellan Skarsgård e Mads Mikkelsen
30 de maio de 2020 (2º Festival de Cannes)
🇩🇰 Dinamarca

Drama / Ficção Científica
Sinopse: Três contos em um mundo pós-apocalíptico onde acredita-se que o coronavírus consegue transformar algumas pessoas em “vetores” do vírus – transmissores que não adoecem. Excluídas da sociedade pelo governo, essas pessoas precisam sobreviver e lidar com o isolamento.

Vencedor do Prêmio do Júri em Cannes. Parte da Criterion Collection.


Consenso da Crítica: Em “Vector”, Lars von Trier opta mais uma vez por chocar — mas, ao aproveitar-se de um momento delicado da humanidade, acaba soando insensível numa história desconexa e excessivamente fugaz.

Média da crítica

47

Média do público

Tomatômetro

29%

Pipocômetro

-%

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Ficha Técnica

Direção: Lars von Trier
Roteiro: Lars von Trier
Produção: Camila G.
Música: Kristian Eidnes Andersen
Distribuição: Zentropa
Plataforma: Catflix

Elenco

Stellan Skarsgård
Connie Nielsen

Mads Mikkelsen


Proposta Estética

Esteticamente muito parecido com The House That Jack Built e The Killing of a Sacred Deer.
Música clássica e sombria, como pano de fundo para as cenas finais dos três atos.


Narrativa

Filme de Ficção Científica, se passa em um mundo pós-apocalítico em que acredita-se que o coronavírus consegue transformar algumas pessoas em “vetores” do vírus – não ficam doentes, mas conseguem transmitir a doença continuamente. Essas pessoas são efetivamente excluídas da sociedade e precisam manter-se longe do governo para garantir sua sobrevivência. O filme conta a história de três pessoas, em diferentes períodos de tempo, que lidam de maneiras diferentes com a exclusão.

## Ato 1

Um personagem sem nome (interpretado por Mads Mikkelsen) era cirurgião no período pré-pandemia. Após ser identificado como um vetor humano da doença, foi demitido de seu emprego. Com isso, o personagem passa os dias escondendo sua verdadeira identidade e agindo como um médico aposentado que pode oferecer tratamentos inovadores a quem ainda não foi infectado e acredita poder ficar imune ao vírus por uma vacina feita com o próprio sangue do personagem. O ato 1 possui diversas cenas de vítimas sendo drenadas de todo o sangue, e com os corpos jogados em uma valeta, enquanto o personagem principal usa esse sangue como substrato para tentar se curar como vetor. O ato acaba com ele se injetando com diversas seringas do sangue roubado, e não fica claro se ele se curou ou não.

## Ato 2

10 anos depois do ato 1. Já é bem estabelecido e identificado quem são os vetores humanos, e algumas pessoas excluídas da sociedade formam uma comunidade e se empregam em um comércio próprio, em que tudo que é consumido lá, é produzido pela comunidade de vetores. Homens aproveitavam para trabalhar enquanto mulheres criavam seus filhos, para garantir a continuidade dessa comunidade, e não desenvolviam habilidades manuais. Uma mulher, sem nome (interpretada por Connie Nielsen), que cresceu nessa comunidade, vende seu corpo como maneira de sobreviver, esperando engravidar e poder seguir sua linhagem. O tempo passa e ela engravida, e no dia do parto, descobre que teve uma filha. Ela segura a filha no colo e sai nua com ela no colo, sem rumo, pensando no valor das duas vidas.

## Ato 3

10 anos depois do ato 2. O panorama científico mudou, e acredita-se que o sangue desses vetores possa ser a única maneira de criar uma vacina e acabar com a pandemia, que continua sem parar. Os membros das comunidades criadas não conseguem reentrada na sociedade, por não terem desenvolvido habilidades para lidar com o mundo. Um homem não nomeado (interpretado por Stellan Skarsgard), vetor, recebe uma oferta para doar o seu corpo para a ciência, e garantir um futuro para os filhos que teve. Enquanto a trilha sombria toca, as cenas mostram ele em posição parecida com as vítimas do primeiro ato, doando a si mesmo enquanto a comunidade científica assiste.


Oscar Tapes

Stellan Skarsgård: O personagem vai perdendo a cor e a vida enquanto vê membros da comunidade científica empolgados com a possibilidade que aquilo pode trazer.

Connie Nielsen: Na cena do parto, quando ela vê o rosto de sua filha pela primeira vez, e é incapaz de falar uma única palavra até o fim do segundo ato.

Mads Mikkelsen: O personagem assiste enquanto sua primeira vítima, amarrada em uma maca, tem todo seu sangue drenado e está fraca demais para lutar da inevitável morte.


Imagens

Pôster Criterion (como parte do Martin Scorsese’s World Cinema Project, coletânea dedicada a trazer de volta filmes originalmente desprezados pela crítica)

Notícias

Coletiva de Imprensa (abra a thread para ver as perguntas e respostas)

Prêmios

Total de 1 prêmio e 6 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 2ª temporada.

2º Festival de Cannes
  • Prêmio do Júri (venceu)
2º BAFTA
  • Filme Estrangeiro (indicado)
2º Globo de Ouro
  • Filme Estrangeiro (indicado)
  • Ator de Drama, Mads Mikkelsen (indicado)
2º Oscar
  • Filme Estrangeiro (indicado)
Premiações da Crítica
  • Ator, Mads Mikkelsen (1 vice)

Críticas do Júri

70

Rio Film Critics Circle
Vector é um filme sombrio, um pouco curto para o que se propõe. Ainda assim, Von Trier consegue orquestrar as performances em um tom perfeitamente adequado fazendo com que o filme brilhe em alguns momentos. Mas é aquilo: pode-se imaginar alguns espectadores presos em seus assentos, impressionados com a obra; pode-se também imaginar algumas pessoas saindo das salas, revirando os olhos e remoendo o tempo perdido.

62

Oz Film Critics Society
Um dos primeiros de muitos filmes inspirados na pandemia de covid-19. Surpreendentemente delicado, mesmo quando explícito. Apesar de trazer discussões interessantes sobre segregação, vida, morte, fé e ciência falta um fio condutivo, as histórias parecem soltas e que foram interligadas apenas porque Lars Von Trier não conseguiu patrocínio para filmar o restante.

50

Saint Catherine Film Critics Society
Confuso e em partes desconexo. Passa uma mensagem que poderia ter sido melhor caracterizada, principalmente no ato 2 que acaba quando está tomando um rumo e fica no meio do ato 1 e 3 que existe uma conversa, sem muito sentido para a colocação nesse tempo. Todos os personagens tem muitas camadas, mas alguns são dissecados de maneira muito simples enquanto outros continuam com a casca. Foi uma proposta interessante porém mal executada.

48

San City Film Critics Association
Ficção científica sobre a pandemia do Coronavírus, Vector é um filme que conta a mesma situação diversas vezes, soando repetitivo e tedioso, sem momentos de choque, característica dos filmes do Von Trier, que definitivamente poderia considerar a possibilidade de aposentadoria da indústria.

43

Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Mesmo fazendo um grande esforço para ignorar a falta de sensibilidade de Lars von Trier ao escolher este tema no atual momento em que estamos vivendo, é difícil encontrar algo que justifique a existência de Vector. 3 ideias diferentes para tratar do mesmo assunto, que, não sabendo como uni-las e desenvolvê-las, o diretor separou em 3 atos.

35

South Brazil Film Critics Circle
Filme inconsistente e com roteiro fraco. Não tem uma conexão importante para quem assiste e faz com que não nos importamos com os personagens. Falta muito para ao menos, se tornar um filme assistível. Von trier já teve momentos – e filmes – melhores em sua carreira. Mads Mikkelsen e sua ótima atuação são as melhores coisas do filme, se é que podemos chamar isso de filme, já que parece um episódio de uma série de baixo orçamento da Netflix.

20

Kings’ Bay Film Critics Circle
Num antologia sobre uma das maiores adversidades enfrentadas pela humanidade, as maiores tragédias são, sem dúvidas, a bizarria e precipitação de Lars Von Trier.

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