The Vampyre (2020)

de Terence Davies
produzido por doni.
com Dev Patel e Robert Pattinson
18 de julho de 2020 (3º Festival de Veneza)
🇬🇧 Reino Unido

Drama de Época / Terror
Sinopse: Baseado na novela de John William Polidori, The Vampyre explora a história do misterioso rapaz que chama a atenção da sociedade inglesa durante o fim da década de 1810.

Vencedor de 18 prêmios, incluindo o Leão de Ouro em Veneza. Parte da Criterion Collection.


Consenso da Crítica: Com uma mistura impecável de erotismo e horror, “The Vampyre” é uma das grandes obras recentes do cinema gótico — e ainda conta com a performance da vida de Robert Pattinson.

Média da crítica

84

Média do público

8.1

Tomatômetro

100%

Pipocômetro

86%

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Ficha Técnica

Direção: Terence Davies
Roteiro: Terence Davies, John William Polidori
Produção: doni.
Fotografia: Robbie Ryan
Música: Gavin Bryars & David Lang
Figurinos: Alexandra Byrne
Distribuição: Thunderbird Releasing
Plataforma: Phantasm

Elenco

Dev Patel como Albert Aubrey
Robert Pattinson
como Lord Ruthven
Gemma Chan como Ianthe
Anya Taylor-Joy como Miss Anya Aubrey


Proposta Estética

A fotografia de Robbie Ryan segue um estilo parecido com de seus trabalhos em Wuthering Heights (2011) e The Favourite (2018). O uso de luz natural dá ao filme o aspecto gótico necessário durante cenas noturnas e durante cenas diurnas oferece um realismo que se mistura a direção de Terence Davies, que transita entre o real e o sonho através de seus movimentos de câmera suaves e planos que parecem pinturas. Cenas na Inglaterra e Itália, a maioria delas noturnas, são as que mais oferecem estética gótica, utilizando frequentemente velas e se destacando por seu tom alaranjado. As raras cenas diurnas são marcadas pelo céu nublado e quase escuro. Na Grécia a maioria das cenas são diurnas e ensolaradas, em cenas noturnas ela se diferencia da Inglaterra pelo tom azulado oferecida pelo céu limpo iluminado pela lua e as estrelas. Filmado em formato 2.39:1.


Narrativa

Inglaterra, 1819

É noite e a primeira imagem que vemos é a de um típico palacete de campo inglês completamente iluminado por dentro, com sombras e figuras conversando alto, rindo e se divertindo. Lá fora chove o suficiente para se ouvir os pingos contínuos caindo em um ritmo agradável e reconfortante e por vezes uma brisa é ouvida passando por entre as árvores e penetrando por espaços das imponentes janelas do casarão. Planos estáticos mostram cada um desses lugares, sem pressa de entrar: primeiro a casa sendo banhada pela chuva, depois as árvores sendo balançadas pela brisa, e em seguida as janelas, repletas de figuras se movendo por de trás das cortinas brancas e pesadas da propriedade. Uma festa acontece lá e finalmente, tomados pela curiosidade, atravessamos pela janela fechada como fantasmas se dissolvendo estrutura adentro.

1O casarão é iluminado por velas que refletem nos rostos de diversos grupos que conversam próximos de uma grandiosa lareira, espalhados em diversas namoradeiras, poltronas, cadeiras e qualquer lugar disponível em torno delas. Passamos suavemente por cada um desses grupos e figuras nobres conversam uma com as outras sobre pessoas da sociedade, problemas em suas propriedades, casamentos e acontecimentos marcantes. Um dos assuntos mais ouvidos entre esses grupos é sobre um misterioso rapaz que surgiu na sociedade londrina e causou uma excelente impressão em todos com quem se encontrou, o problema é que nenhum dos nobres que circulam por ali sabiam dizer de onde Lord Ruthven (Robert Pattinson) havia vindo. Enquanto passeamos pelos grupos ouvimos comentários como… “Apesar da extrema palidez e dos olhos quase mortos, mulheres de toda a sociedade se sentem atraídas por ele.”, ou… “Ele tem uma energia e imponência que causa arrepios, mas ao mesmo tempo é reconfortante.”, e ainda… “É estranhamente persuasivo, existe algo em seu olhar cinzento que lhe hipnotiza quando começa a falar.” Nos movemos em direção a uma porta aberta e ali surge Lord Ruthven, a sala é tomada pela luz de um relâmpago seguida de um leve trovão. Imponente, misterioso, extremamente atraente e de um olhar que um poderia dizer já morreu e viveu por diversas vezes, Lord Ruthven era convidado para diversas festas como essa, todos gostariam de ver quem era o misterioso rapaz, e assim que pisou na casa logo sua atenção foi consumida pelos diversos grupos que o chamavam para conversar e tentavam extrair informações sobre sua origem.

Entre esses grupos se encontra o órfão e recém-chegado Albert Aubrey (Dev Patel), herdeiro de uma fortuna que tornava sua vida confortável e um nome bom o suficiente para os círculos londrinos. Lord Ruthven, como nos outros, causa uma grande impressão em Aubrey e logo desenvolvem uma conversa casual durante a festa. Determinado a descobrir mais a respeito de Ruthven, Aubrey fica sabendo ali que Ruthven pretende viajar em breve e usando a informação a seu favor, revela “casualmente” para Ruthven que deseja viajar a fim de adquirir mais conhecimento. Para sua surpresa, Ruthven, com uma maçã na mão, o convida para viajar com ele, logo após dá uma mordida na maçã e a joga para Aubrey, que também a morde logo após Lord Ruthven sair em direção a outro grupo na festa exigindo sua atenção.

Itália, 1819

Os dois partem juntos para Roma em uma carruagem durante uma manhã fria e nebulosa. Em Roma vemos uma sequência de dias repetitivos em que Aubrey descobre mais a respeito de Ruthven e perde um pouco de sua admiração por ele quando o vê vivendo a vida de um libertino em festas de uma condessa italiana regadas a bebidas, jogos de aposta e mulheres. A cada corte vemos os dias passando e Aubrey cada vez mais cansado fisicamente e decepcionado, enquanto Ruthven não se cansa e parece cada vez mais viciado e disposto a continuar a rotina. Sendo alguém prático e mais interessado em assuntos intelectuais, Aubrey decide que não aguenta mais conviver com o amigo e parte para a Grécia em busca de um local onde possa se dedicar a estudos e se conectar com o passado dos grandes pensadores que nasceram ali.


Grécia, 1819
2Diferente dos dias frios e nebulosos de Londres e dos salões escuros e opressivos de Roma, Aubrey passa os dias na casa simples e frequentemente ensolarada de um grego que conheceu em Atenas. Lá conhece Ianthe (Gemma Chan), uma jovem grega pela qual se apaixona e passa os dias admirando sua beleza em seu tempo livre dos estudos. Os jovens logo se aproximam e admirado pela vida diferente e simples vivida por Ianthe, os dois desenvolvem uma atração quando encontram um no outro vidas diferentes das quais cresceram. Aubrey e Ianthe passam os dias se beijando escondidos entre as ruas de Atenas e durante a noite Ianthe escapa de seu quarto para se deitar com o inglês e viver um romance perfeito e escondido como nos livros que leu durante a juventude. Além da atração física, ambos conversam sobre suas respectivas culturas e onde cresceram e, em uma das noites, Aubrey fica espantado com uma das histórias de Ianthe.

3O quarto está escuro, iluminado apenas pela luz do luar que penetra nas cortinas finas daquela noite quente de Atenas. Na cama, Ianthe fala a respeito de um vampiro que passou gerações próximo de uma família muito influente em Atenas e de como moças jovens dessa família morriam com frequência, como se uma maldição tivesse caído sobre eles. A família procurou de todas as formas descobrir o que afetava as moças que herdaram aquele sangue maldito e consultaram estudiosos sobre possíveis doenças ligadas a isso. Um deles pesquisou fundo o suficiente até chegar em escritos do filósofo Filóstrato, autor de uma biografia sobre Apolônio de Tiana. Em uma das passagens encontrou um relato sobre uma vampira que tentou tirar a vida de um dos discípulos de Apolônio, o que o fez imaginar que uma criatura parecida estivesse rondando aquela família. Analisando e comparando os cadáveres das mortas os estudiosos chegaram à conclusão de que se tratava mesmo de um vampiro, as marcas na pele morta e em decomposição das moças confirmavam isso. Após a descoberta, com o tempo, os ataques foram diminuindo junto com a influência e fortuna daquela família. Aubrey ficou ainda espantado e mais branco que o luar quando Ianthe lhe deu características muito parecidas com as de Lord Ruthven quando descreveu o que sabia sobre a aparência dos vampiros, mas ao mesmo tempo preferiu ser cético e não levar tão a sério aquele relato fantasioso.

Visitando uma pequena vila próxima de Atenas na qual moravam os pais de Ianthe, Aubrey uma vez decidiu que sairia para explorar a região e ver se encontrava mais pontos da Grécia do qual poderia tirar proveito intelectual. Os pais de Ianthe, e a própria moça, logo ficaram preocupados com Aubrey e lhe contaram a respeito de um bosque repleto de diversos relatos de pessoas da região que tiveram experiências estranhas e de como os gregos acreditavam que aquele bosque era perigoso e amaldiçoado. Ianthe implorou para que Aubrey retornasse antes do anoitecer, porém Aubrey partiu sem se preocupar.

 4É uma noite agradável, iluminada pela luz do luar e das estrelas e de um clima ligeiramente frio e diferente das calorosas noites gregas. Aubrey cavalgava determinado a chegar em casa logo, quando seu cavalo se recusa a continuar o caminho. Após insistir muito para que o animal continuasse e obedecesse suas ordens, Aubrey desce da sela e passa a admirar a natureza a sua volta. Entre as árvores densas avista a luz de uma pequena choupana e decide ir até lá pedir informações sobre a direção para a vila e um pouco de água para o cavalo, que estava provavelmente apenas cansado. Caminhando entre as árvores para de repente, como o cavalo havia parado antes, e sente os pelos do corpo todo se arrepiarem. Era o grito de uma mulher. Longe dali, mas com toda certeza um grito. Seu momento de distração o fez perder de vista a luz da choupana e agora parece mais perdido do que nunca entre as árvores que juntas bloqueiam o céu iluminado. Do nada, Aubrey se vê no chão quando esbarra em alguma coisa. Ouve uma risada grave e estranhamente familiar, mas não consegue enxergar nada direito após a queda. Vemos do ponto de vista de Aubrey imagens turvas de galhos, folhas e um borrão que aparece rapidamente, logo depois imagens de uma mão grande e atraente segurando o pescoço de Aubrey com força, as mãos de Aubrey, igualmente bonitas, perfurando a terra em desespero, e o hálito quente de uma criatura bem próxima de seu rosto. Sem conseguir enxergar com clareza e completamente imobilizado, Aubrey se entrega a sua inevitável morte e sentindo uma dor estranhamente prazerosa adormece em instantes.

5No outro dia, Aubrey se encontra na casa dos pais de Ianthe. Ele ainda sente uma forte dor de cabeça quando tenta se levantar da cama e tem poucas lembranças do que aconteceu com ele após ter esbarrado com uma das árvores do bosque. Não faz ideia de como chegou ali, mas se sente feliz com a possibilidade de encontrar conforto nos braços de Ianthe e retornar com ela para Atenas o quanto antes. Chegando na sala encontra apenas a mãe de Ianthe, ela parece triste e muda sua fisionomia para uma expressão de raiva e frieza quando vê o jovem inglês. Em uma montanha-russa de emoções que variam entre rispidez e tristeza, a mãe relata que Ianthe se preocupou com Aubrey quando começou a anoitecer e ele ainda não havia retornado para casa. Desobedecendo seus pais, a jovem partiu para o bosque em busca dele e atrás dela o pai, junto com outros homens da vila, tentando a impedir. Foram os homens da vila que encontraram Aubrey desacordado e fora o pai de Ianthe que encontrou o corpo dilacerado e sem vida da filha. Em uma atitude desesperada, o pai se agarrou ao corpo de Ianthe e sumiu em meio ao bosque sem dar explicações aos outros homens da vila, que não conseguiram encontrá-lo em lugar algum. Aubrey se sentiu extremamente ferido e culpado pela morte de Ianthe. Por que não havia escutado a única exigência que ela havia lhe feito na vida? Logo retornou para Atenas com a ajuda de alguns homens da vila e passou semanas delirando de febre na casa que havia sido tão feliz com ela.

6Em seus delírios febris, Aubrey chamava pelo nome de Ianthe e amaldiçoava Lord Ruthven, aquele que o induziu a fazer a viagem. Às vezes o culpava pela morte de Ianthe, por outras o chamava se sentindo solitário. Por coincidência, semanas mais tarde, Ruthven chegou a Atenas e logo foi informado o estado de saúde do amigo. Na primeira vez que o reviu, Aubrey se sentiu amedrontado, lembrando-se das histórias que Ianthe lhe contava, mas logo encontrou conforto em um rosto conhecido e a persuasão que Ruthven apresentava em Londres pareceu mais uma vez funcionar e causar boas impressões em Aubrey. Ele parecia mudado, menos ligado a vícios e imponente como na primeira vez que o conheceu, porém conforme Aubrey melhorava o mesmo homem que havia descoberto em Roma retornava. De qualquer maneira, encontraram novamente pontos em comum em uma amizade baseada pela curiosidade de monumentos gregos. Procurando se afastar dos lugares nos quais foi feliz com Ianthe e só lhe causavam mais melancolia, decidiram se afastar de Atenas e explorar outras regiões da Grécia. 

A cavalo, em uma de suas viagens, e perdidos, Aubrey reclama com Ruthven sobre não terem escutado conselho de gregos que conheceram no caminho e terem se aventurado em uma região conhecida por ser perigosa. Não muito tempo depois, disparos de tiros são ouvidos e os amigos partem rapidamente a galope, fugindo daqueles que provavelmente eram bandidos tentando os assaltar. Ruthven está ferido e sangra com muita rapidez, temendo não aguentar continuar a fuga decidem se esconder em um bosque próximo dali. 

7Lord Ruthven agoniza no chão. Aubrey sabe que seu amigo está morrendo e não consegue deixar de ficar emocionado, pensando que está perdendo mais uma pessoa querida em um espaço de tempo tão pequeno. Em seu rosto é possível ver o sofrimento, mas ao mesmo tempo a placidez e imponência que Aubrey se sentiu atraído. Ele segura as mãos gélidas e grandes de Ruthven, mas não porque o amigo está com medo, na verdade ele parece acostumado com o processo de morte e corajoso o suficiente para partir sem arrependimentos ou temores, ele segura suas mãos porque é ele quem teme ficar sozinho.

Naquele bosque iluminado por raios de sol, no qual apenas é possível ouvir o som dos passarinhos e o som das folhas na brisa, Clarence de Ruthven faz um último pedido para o amigo antes de morrer: “Preciso de pouco, minha vida declina rapidamente… não posso explicar tudo… mas, se você esconder o que sabe sobre mim, na boca de todos minha honra estará livre de manchas… e se, na Inglaterra, minha morte for ignorada durante um certo tempo… eu… eu… somente a vida.” Aubrey imediatamente responde: “Nada direi.”, Lord Ruthven insiste: “Jure! Jure por tudo que sua alma reverencia, por todos os seus temores da natureza, jure que durante um ano não compartilhará com nenhum ser vivo o conhecimento dos meus pecados ou da minha morte, de modo algum, seja lá o que aconteça ou o que você veja.” Aubrey imediatamente jura. Com uma leve risada de alívio, Ruthven respira pela última vez.

Devastado, Aubrey procura oferecer ao corpo de seu amigo um pouco de dignidade e com a ajuda de um cavalo o arrasta para uma clareira do bosque, na qual planeja enterrá-lo no outro dia. Logo anoitece e a lua parece tão bela quanto nos dias felizes que Aubrey viveu com Ianthe em Atenas, ela banha o corpo adormecido do cadáver de Ruthven e o corpo cansado de Aubrey. No outro dia o cadáver e o segundo cavalo não estão nenhum lugar do bosque, Aubrey sente mais uma vez o mesmo arrepio que sentiu durante a noite em que Ianthe foi atacada. Dentro de semanas ele parte de volta para a Inglaterra, buscando se afastar do lugar que lhe trouxe tantas infelicidades e melancolia.

Inglaterra, 1820

8Prestes a completar 18 anos, Miss Anya Aubrey (Anya Taylor-Joy) mal pode esperar para começar a frequentar bailes da sociedade e ser apresentada por seu irmão para futuros pretendentes. Antes a mercê de seus tutores, a senhorita passa a frequentar diversos eventos quando seu irmão finalmente retorna da Grécia. Durante esses bailes, Aubrey frequentemente se lembra da primeira vez que conheceu Lord Ruthven em festas como essas e em uma dessas noites tem a impressão de ter visto o velho amigo entre os convidados. O hálito quente que sente em seguida em seu pescoço o faz ficar arrepiado, vemos os lábios e a nuca em foco, e imediatamente Aubrey arrasta sua irmã para fora da festa.

Na carruagem, de volta pra casa, Anya tenta descobrir porque o irmão está tão agitado e ele se esquiva das perguntas da melhor maneira possível. A irmã é insistente e, ainda zangada por ter sido arrastada da festa, desabafa com rancor sobre o quão estranho Aubrey está desde que voltou da Grécia e como os comentários da sociedade londrina sobre suas atitudes estranhas e sua antiga amizade com Lord Ruthven a deixam envergonhada e temerosa de que nunca encontrará um bom partido. Aubrey apenas a escuta, atônito, e assim que a irmã termina de desabafar a carruagem para ela desce imediatamente e parte chorando em direção a residência. 

Aubrey não sabe o que fazer. Ele nunca conversou com ninguém sobre os vícios de Ruthven, sua paixão por Ianthe e os eventos infelizes que se passaram na Grécia. Em seu quarto ele não vê outra alternativa a não ser ir dormir para esquecer seus problemas. As luzes estão todas apagadas e apenas a lua ilumina o quarto através de uma janela aberta ao lado da cama. Podemos ver parte do rosto de Aubrey tentando dormir. Ele olha pro teto e por um instante sente uma presença no quarto, ele sabe que não está sozinho e conseguimos ver a lua iluminando parte de uma figura escura na outra extremidade do quarto.

Miss Aubrey está em seu quarto, ainda chorando, quando é interrompida pelo barulho forte e alto de vidro se quebrando. Preocupada com seu irmão, a vemos caminhando apressadamente e ofegante pelos corredores da mansão. Quando finalmente chega aos aposentos do irmão e abre as portas de sopetão, encontra o corpo dele sem vida na cama. Um dos braços caídos, o pescoço virado pro lado com sangue escorrendo e manchando os lençóis brancos da cama, a grandiosa janela ao lado da cama aberta, com uma leve brisa entrando no quarto e a luz do luar banhando o cadáver. Seus olhos estão abertos, com uma expressão serena, mas apesar disso a irmã não consegue se conter e com uma expressão de horror solta um grito muito parecido com o que Aubrey ouviu no bosque grego. Anya se deixa cair no chão e chora em soluços por seu irmão. Vemos o enterro de Aubrey, é uma cena silenciosa que não dura muito tempo. 9Um corte e estamos em um bosque iluminado, parecido com os da Grécia, o vemos de cima como se estivéssemos nas árvores. No gramado estão deitados Aubrey, Ruthven e Ianthe, nus, agarrados uns aos outros, em uma paz e serenidade que nunca estiveram antes. Fade out em branco.


Oscar Tapes

Dev Patel: Aubrey tenta controlar as emoções durante a morte de Ruthven e faz um juramento apaixonado.

Robert Pattinson: Lord Ruthven desabafa com Aubrey e faz um último pedido em meio a agonia da morte.

Gemma Chan: Ianthe se revela uma excelente contadora de histórias quando narra relatos de vampirismo para Aubrey.

Anya Taylor-Joy: Miss Aubrey corre em direção ao quarto do irmão e o encontra morto, ela desaba.


Trilha Sonora

Composta por Gavin Bryars em parceria com David Lang, a trilha sonora de The Vampyre é baseada em trabalhos do compositor romancista Pyotr Ilyich Tchaikovsky e através de seus temas reflete a natureza melancólica, gótica e romântica do filme.

The Sweet Juice of Italian Apples (Amjad No.1)
1Ouvida durante a festa no ínicio do filme e nas cenas das noites de Aubrey e Lord Ruthven na Itália, a faixa representa a agitação da alta sociedade regada a fofocas, jogos, sedução e bebidas.

Ianthe’s Theme (Amjad No.14)
2O tema de Ianthe reflete a natureza romântica da personagem e é ouvido durante as cenas em que a vemos pelas ruas de Atenas e os momentos de amor entre ela e o protagonista. Os momentos de melancolia na música predizem o destino trágico da personagem.

Ianthe’s Tale (Amjad New 6-1 Swan)
3A música é ouvida durante o relato de Ianthe sobre os casos de vampirismo que conhece e cresceu ouvindo na Grécia.

Into the Woods (Amjad No. 2)
4O tema reflete o aspecto misterioso e de horror da cena, misturado também com um certo toque de romantismo.

After Dark (Amjad Sleeping Panorama)
5Serve como tema durante o triste relato da mãe de Ianthe e reflete a dor da perda dos personagens em cena.

In Sickness and in Health (Amjad No.12)
6No ínicio representa os momentos de delírios e doença de Aubrey, para em seguida se mudar o tom e se tornar mais alegre e em harmonia com a reunião dos velhos amigos e suas viagens pela Grécia.

Lord Ruthven’s Tale (Amjad No. 2)
7Retornando ao mesmo tema da faixa quatro, a música é ouvida durante o juramento de Aubrey e se utiliza de sua versatilidade romântica, emocionante e misteriosa da faixa.

The Misfortune of Miss Aubrey (Amjad Swan without Bass Drum)
8Retornando ao tema da primeira faixa, com mais melancolia e mistério, a faixa se desenrola durante as cenas do baile do qual Miss Aubrey é arrastada, o desabafo na carruagem e a sensação de perigo quando ela corre em direção ao quarto do irmão e o encontra morto.

Gathering in the Woods (Amjad No. 8 – Duração: 2 min e 10 seg)
9Os primeiros dois minutos da faixa são ouvidos durante a cena final do filme e refletem a paz e serenidade do trisal.


Fotografia

Figurino


Notícias

Coletiva de Imprensa (abra a thread para ver as perguntas e respostas)
Prova de Sabotagem
Prova de Limpeza de Imagem

Imagens

Pôster Criterion

Prêmios

Total de 18 prêmios e 36 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 3ª temporada.

3º Festival de Veneza
  • Leão de Ouro (venceu)
3º Screen Actors Guild Awards (SAG)
  • Ator Coadjuvante, Robert Pattinson (venceu)
  • Elenco: Dev Patel, Robert Pattinson, Gemma Chan e Anya Taylor-Joy (indicado)
  • Ator, Dev Patel (indicado)
3º BAFTA
  • Filme (venceu)
  • Ator, Dev Patel (venceu)
  • Ator Coadjuvante, Robert Pattinson (venceu)
  • Fotografia, Robbie Ryan (venceu)
  • Casting: Dev Patel, Robert Pattinson, Gemma Chan e Anya Taylor-Joy (venceu)
  • Direção, Terence Davies (indicado)
  • Roteiro Adaptado, Terence Davies (indicado)
  • Figurino, Alexandra Byrne (indicada)
3º Globo de Ouro
  • Ator de Drama, Dev Patel (venceu)
  • Ator Coadjuvante, Robert Pattinson (venceu)
  • Filme de Drama (indicado)
  • Direção, Terence Davies (indicado)
  • Atriz Coadjuvante, Gemma Chan (indicada)
  • Roteiro, Terence Davies (indicado)
3º Oscar
  • Ator Coadjuvante, Robert Pattinson (venceu)
  • Fotografia, Robbie Ryan (venceu)
  • Filme (indicado)
  • Direção, Terence Davies (indicado)
  • Ator, Dev Patel (indicado)
  • Roteiro Adaptado, Terence Davies (indicado)
  • Trilha Sonora, Gavin Bryars e David Lang (indicado)
  • Figurino, Alexandra Byrne (indicado)
Premiações da Crítica
  • Direção, Terence Davies (1 prêmio, 1 vice)
  • Ator, Dev Patel (3 prêmios)
  • Ator Coadjuvante, Robert Pattinson (3 prêmios, 2 vices)
Temporadas Posteriores

Nota: prêmios e indicações recebidos em temporadas posteriores não são contabilizados no ranking da temporada de lançamento do filme.

4º BAFTA
  • Melhor Filme Britânico (indicado)
1º Festival do Rio
  • Seleção Oficial
1º Prêmio Guarani
  • Melhor Filme Estrangeiro (venceu)

Críticas do Júri

98

Full Metal Critics Association
Dirigido pelo cineasta Terence Davies, The Vampyre traz consigo uma história que poderia cair na mesmisse de crônicas vampirescas mas graças aos seus toques de erotismo e dualidade, desperta no expectador o debate acerca dos personagens e suas ações. Não bastasse, temos aqui uma das melhores perfomances de Robert Pattinson que retorna ao papel de vampiro, só que desta vez com bastante maestria graças ao roteiro cuidadoso de Davies e John William. O visual do filme é deslumbrante, graças ao incrível trabalho de Robbie Ryan que traz consigo inspirações de seus trabalhos anteriores, mas que ainda sim dá o seu toque de unicidade. A cena final do filme é poesia pura e traz consigo um grande questionamento, fazendo o expectador pensar o que pode ser real e o que pode ser fantasia.

94

San City Film Critics Association
Terence Davies entrega um filme de terror cheio de tensão e drama, não duvido muito que seja um clássico daqui a alguns anos.

90

Joseph Wilker Film Critics Association
A redenção de Robert Pattinson em filme sobre vampiros. Ótima atuação de Dev Patel, a única atriz que deixou a desejar foi a personagem sem sal de Anya.
Quanto a estética, é impecável. Filmes com a temática “vampiro” corre o risco de ser previsível mas The Vampyre mostra que o conservadorismo da estética é melhor do que inventar moda como o caso de “Dark Shadows”. O filme como um todo é interessante com um final surpreendente.

90

Sindicato Latino Americano de Cinema Urso Rubro
Me fez sentir saudades do que ainda não vivi… estou ansioser para a adaptação do carmilla, que imagino que seja algo por esse caminho. “Apesar da extrema palidez e dos olhos quase mortos, mulheres de toda a sociedade se sentem atraídas por ele.” Destaque para esse SHADE.. me pegou muito aí, pois os humanos não se passam por apenas amebas encantadas, mas percebem a cara de jovem gamer com olhar perdido dos chupa chups! A forma da narrativa trouxe mesmo a sensação dos planos que parecem pinturas. Amei! Sobre o final? Lacrou… o tipo de coisa que DO NADA… D O. NADA todo mundo se olha no cinema e sai com uma cara assim 🧐🤔🤔

78

Oz Film Critics Society
Impossível não lembrar da saga Crepúsculo enquanto Robert Pattinson interpreta um vampiro que sai por aí mordendo maçãs. No entanto, Vampyre nada tem a ver com a saga adolescente. O filme em sua fotografia belíssima e direção de arte de tirar o fôlego traz uma trama intrigante, sensual e trágica. Infelizmente algumas questões são mal desenvolvidas, diminuindo o impacto do final.

78

Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Senti a falta de um aprofundamento maior durante o desenvolvimento da relação de amizade entre Ruthven e Aubrey, essa dinâmica entre os dois deveria ser a própria alma do filme. Mas de maneira geral é um bom filme.

77

Gothan City Film Critics Secret Society
“Vampyre” começa com uma proposta interessante, mas acaba caindo em alguns clichês vampirescos algumas vezes. O filme tem uma narrativa bem desenvolvida ao mesmo tempo que parece não acontecer muita coisa. Em contrapartida, o elenco trabalha muito bem e Pattinson e Patel tem uma química ótima. Toda a ambientação, fotográfica e iluminação dão um ponto positivo e colaboram bastante com a trama.
ps. Pattinson gostoso.

70

Cinema Contestado – União Catarinense de Críticos de Cinema
Davies fez um trabalho magistral de ambientação e imersão. A coerência entre cenário, luz e música transporta o espectador para o mundo do filme. Cada cena expressa uma atmosfera própria, que transita suavemente entre climas festivo-casuais até o sombrio dramático. O jogo de câmera inicial e final, com shots espectrais corrobora com a proposta. A escolha de época e paisagens não poderia ser mais acertada para a história de Vapyre.
Apesar dos acertos, o filme deixa a desejar no enredo. Com a exceção de Aubrey, os demais personagens não demonstram uma motivação própria ou consistente ao longo da trama. Isso revela outro ponto fraco do filme: o foco excessivo no protagonista, uma uni-dimensionalidade narrativa. A narrativa também é negligenciada quando se prioriza as técnicas de ambientação. As cenas de festas na Itália, por exemplo, não parecem contribuir para a história, servindo apenas para o deslumbre visual do público.
O resultado do filme é uma experiência visualmente complexa e instigante. Pode parecer cansativa para o público geral, mas faz jus ao mote “em cada frame, uma pintura”. Para aqueles que procuram um deleite de estímulos e um espetáculo de técnicas de produção, The Vampyre é a indicação certa deste ano.


Comentários do Público

10

Scarpa
Se Pattinson já levou multidões de adolescentes ao cinema, hoje é a vez das gays adultas.

10

Abigail Masham
Terence Davies apresenta uma direção elegante e precisa em um drama de época extremamente atmosférico e sensual.

10

bravim
obra prima

10

Davi
Robert Pattinson coma o meu ** e de toda a minha familia.

10

Naja Bondosa
Lenda incompreendida! Felizmente aclamado pelas premiações televisionadas.

9

Sushi
Ui Pattinson miau!

8

coelhinha_16
Vampiros de olhar morto? sign me in

7

Supla de Sunga
Esperava me envolver mais na história, mas ainda assim um conto extremamente estiloso e com a melhor performance de Robert Pattinson.

1

Christopher Nolan
Então o Robert voltou a ser vampiro?

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