Sem pôster disponível.
de Samuel Maoz
produzido por Carlos F.
com Ayelet Zurer
6 de junho de 2020 (2º Festival de Veneza)
🇮🇱 Israel
Terror
Sinopse: Após uma missão fatal na Faixa de Gaza, da qual é a única sobrevivente, uma soldado israelense reconta suas experiências de campo enquanto dois investigadores paranormais descobrem uma ameaça invisível pairando no conflito entre Israel e Palestina
Indicado a 4 prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Consenso da Crítica: “The Payback” combina posicionamentos morais controversos com uma história que nunca chega a empolgar, desperdiçando o talento envolvido na frente e atrás das câmeras.
Média da crítica
41
Média do público
–
Tomatômetro

14%
Pipocômetro

-%
Clique aqui para avaliar os filmes da segunda temporada.
Navegue pelas seções
Ficha Técnica
Direção: Samuel Maoz
Roteiro: Oren Peli
Produção: Carlos F.
Música: Thomas Newman
Distribuição: Paramount
Plataforma: Catflix
Elenco
Ayelet Zurer como Adelia Baum
Alona Tal como Batya Huberman
Mark Ivanir como Aharum Letner
Lior Ashkenazi como Amram Millman
Proposta Estética
A proposta estética flutua entre a proposta de dois filmes: Full Metal Jacket (Nascido Para Matar), tomando dali o cenário de guerra violento e visceral, beirando o caos por vezes, e The Blair’s Witch (A Bruxa de Blair), justamente pegando a natureza de “lost footage”, mais voltado para o terror.
A estética muda somente nos momentos que as cenas ocorrerem dentro da sala de interrogatório, em um hospital pertencente ao exército israelense, onde acontecerão os inquirementos com a personagem interpretada por Alona Tal, única sobrevivente do massacre de seu regimento. O filme todo se passa durante a noite, então há pouca claridade, e boa parte das imagens podem ser de cor esverdeada, pela visão noturna da câmera. As partes no hospital do exército israelense variam em tons escuros e acinzentados, com uma luz pálida iluminando a sala.
Narrativa
O Retorno (The Payback) é um filme de terror israelense, que se passa em dois momentos distintos: no Hospital de Guerra de Tel-Aviv, onde Batya Huberman (Alona Tal), uma soldado israelense, está sendo entrevistada pelo psiquiatra Amram Millman (Lior Ashkenazi), após ela retornar de uma missão de resgate na Faixa de Gaza, como única sobrevivente, e extremamente perturbada, falando sobre acontecimentos sobrenaturais que presenciou enquanto estava cumprindo suas ordens.
Em diversos momentos da entrevista, são mostrados trechos dessa filmagem, que vão mostrando, aos poucos o que foi visto e sentido por Batya. O segundo momento seria com a dupla de investigadores paranormais Adelia Baum (Ayelet Zurer) e Aharum Letner (Mark Ivanir), que também passam a ver a filmagem, buscando assim entender o que aconteceu durante a missão de resgate,e por qual motivo somente Batya foi a única a retornar com vida, e com a gravação intacta.
Assim, entre as entrevistas, diálogos do psiquiatra, com a dupla de investigadores, e as filmagens recuperadas, vai se destrinchando a narrativa em dois fronts: enquanto o psiquiatra, assim como o próprio governo de Israel, acreditam que a soldado matou todos na missão, a dupla de pesquisadores reitera que algo a mais aconteceu naquela missão e que não foram mãos humanas que realizaram o possível massacre. Ao longo da narrativa, com a diversas discussões entre a culpabilidade e loucura de Batya, vai ficando mais claro que cada um dos soldados foi morto por algo que se encontrava na localidade, e tinha encarrulado aqueles que deveriam ser resgatados.
No fim da gravação, se descobre que quem estava matando os soldados era algum tipo de divindade demôniaca local, que habitava aquele montante da Faixa de Gaza, que deixa Batya viva com a mensagem de que nenhum israelense era bem vindo naquelas terras. A cena final é Batya, sozinha em um quarto manicomial militar, sendo possuída pela mesma entidade que jurou matar os soldados israelenses que invadiram a Faixa de Gaza.
Notícias
Prêmios
Total de 4 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 2ª temporada.
2º Screen Actors Guild Awards (SAG)
- Elenco de Dublês (indicado)
2º BAFTA
- Filme Estrangeiro (indicado)
2º Globo de Ouro
- Filme Estrangeiro (indicado)
2º Oscar
- Filme Estrangeiro (indicado)
Críticas do Júri
66
Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Por mais controverso que seja em sua alegoria, The Payback é intrigante e excitante.
50
Kings’ Bay Film Critics Circle
Alguns estudiosos chamam o embate entre Israel e Palestina de “Conflito de Duas Verdades.” Uma maneira um tanto quanto não-posicionada de se posicionar que me lembra o politicamente ambíguo terror de Samuel Maoz. Mesmo com uma estrutura narrativa interessante, a conclusão pouco inspirada frustra.
50
Oz Film Critics Society
Qualquer interpretação que se possa ter desse filme é problemática.
49
Rio Film Critics Circle
Com uma proposta ambígua, não se sabe para que lado da história o curta pretende ir.
32
South Brazil Film Critics Circle
Mesmo com um grupo de atores talentosos, o filme é descartável e se perde na própria proposta. Poderia ser muito mais do que é, mas acaba apenas sendo um amontoado de problemas em uma fotografia bonita.
20
San City Film Critics Association
Não sei quem foi o responsável por deixar esse filme ser aceito no festival, considerando o quão inflamado o conflito entre Israel e Palestina se mantém até hoje. A ambiguidade do curta também deixa a desejar e o final acaba por sendo insensível e de muito mal gosto.
20
Saint Catherine Film Critics Society
O roteiro parece uma piada ruim sobre a situação da Faixa de Gaza. Poderia ter sido aprofundado de tantas formas que teria que refazer o filme provavelmente.