de Dee Rees
produzido por Hikaro de Castro
com Jodie Turner-Smith
11 de julho de 2020 (3º Festival de Cannes)
🇺🇸 Estados Unidos
Musical / Drama
Sinopse: Um documentarista investiga a tragicidade por trás da reclusão de uma antiga promessa do hip-hop, que lançou um único e bem-sucedido álbum 22 anos atrás.
Vencedor de 10 prêmios, incluindo a Palma de Ouro em Cannes. Parte da Criterion Collection.
Consenso da Crítica: Dee Rees faz uma adaptação digna da obra que a originou com atuações fortes, interpretações de músicas poderosas e um formato de musical diferentes dos similares do gênero.
Média da crítica
86

Média do público
8.9
Tomatômetro

100%
Pipocômetro

99%
Navegue pelas seções
Ficha Técnica
Direção: Dee Rees
Roteiro: Dee Rees, Ms. Lauryn Hill
Produção: Hikaro de Castro
Fotografia: Rachel Morrison
Música: Ms. Lauryn Hill
Figurinos: Ruth E. Carter
Distribuição: Sony Pictures Classics
Plataforma: Castro+
Elenco
Jodie Turner-Smith como Breanne
Daniel Kaluuya como André
Janelle Monáe como Esther
Mary J. Blige como Cassandra
Proposta Estética
Trata-se de um musical inspirado no álbum “The Miseducation of Lauryn Hill.” A fotografia de Rachel Morrison entende a propriedade refletora da pele negra, de modo que sempre há luz em cena – mas não se trata necessariamente da quantidade nem da intensidade da luz e sim de utilizar efetivamente a luz ambiente refletindo na pele dos atores para moldar a cena, como em Moonlight e na série Insecure. O figurino de Ruth E. Carter para a personagem de Mary J. Blige é composto por blusas, calças e casacos largos, com estampas, acessórios e turbantes de influência africana e tecidos de Ankara, criando uma aura de distinção e dignidade; Daniel Kaluuya está sempre influenciado pelo streetwear, sendo que na entrevista veste o resultado da fusão do streetwear com a haute couture, mostrando a ascensão social sem distanciamento interno das origens; Janelle Monáe usa um figurino mais simples e com poucas marcas de gênero; Jodie Turner-Smith, quando no palco, é inspirada por Aaliyah nos anos 1990 e fora dos palcos veste roupas mais simples e sóbrias, mas sempre de acordo com a década. Na maioria das cenas musicais, há mais valorização da dança como reação automática do corpo à música do que coreografias. Os atores no seguimento das entrevistas foram envelhecidos com ajuda de Martin Scorsese e sua equipe.
Narrativa
- Desconsiderar quaisquer diálogos que possam estar sampleados no início ou no final de algumas faixas da trilha sonora.
- Ler as notas (marcadas por asteriscos) somente após ler todo o filme, pois há spoilers.
O filme começa alternando quatro planos médios filmando personagens se preparando para uma entrevista. No primeiro, Esther (Janelle Monáe), no segundo, André (Daniel Kaluuya), no terceiro, Cassandra (Mary J. Blige), e no último, Breanne (Jodie Turner-Smith). No canto da tela, lê-se 2020. Esther é a primeira a falar e comenta que já fazem anos que não escuta Breanne cantar. O entrevistador, sempre em off-screen, pergunta como ela se sente sem ouvir a voz da irmã. Esther, com um meio sorriso misturado com tristeza e frustração, olha para a câmera e diz: perdida.
No canto da tela lê-se Julho de 1996. Breanne é filmada em plano americano de costas num pequeno pequeno palco num clube abafado e iluminado com luzes amareladas. Poucas pessoas de fato olham para ela e uma delas é Esther, com um sorriso ansioso. Vê-se pela primeira vez o rosto de Breanne, sob os duros holofotes. Ela pigarreia no microfone, atraindo a atenção de alguns e um rapaz ao fundo do palco coloca uma vida cassete para tocar um instrumental e Breanne inicia sua performance de 1“Doo Wop (That Thing)”*. A cena é inspirada pelo clipe de Got Til It’s Gone de Janet Jackson. Breanne canta a letra incentivadora e aconselhadora com entusiasmo, interpretando cada verso com paixão. Os presentes gostam da performance, Esther está entusiasmada. O olhar de Breanne cruza com o de André no canto. Ele assente com a cabeça e Breanne sorri. Enquanto outros se apresentam e Esther conversa com conhecidos, Breanne e André se encontram do lado de fora, onde conversam e beijam-se. Ele a elogia intensamente. A romântica cena é seguida da performance de dos dois de 2“Nothing Even Matters.”** É a cena musical mais próxima dos musicais clássicos, a única que conta com uma grande coreografia. Breanne e André bailam pela rua na cena, lindamente iluminada, com um elenco de apoio também celebrando o amor. Ao final da cena, Esther é vista olhando para o casal com preocupação.
Findada a noite, Breanne e Esther voltam para casa a pé. Dentro de casa, Cassandra assiste TV e pergunta sobre o horário. Breanne sorri, dá um beijo na mãe e vai dormir. Esther se senta para conversar com a mãe, que não esconde a reprovação. Cassandra pergunta sobre André, ao que Esther mente e diz que não. Esther se despede da mãe. Após a filha sair, Cassandra performa seu número de 3“Forgive Them Father”, bastante emocionada, como se de fato proclamasse uma oração. No seguimento da entrevista, Esther conta que ela não gostava de André e não via com bons olhos ele insistir pra Breanne gravar músicas pro programa de rádio dele que ninguém ouvia. Ela diz que a mãe não gostava também, mas o dinheiro entrou e trouxe a simpatia. Com um olhar frio e a voz baixa, ela diz: “comigo, não.”
No dia seguinte, Breanne está trabalhando numa loja de CDs e André entra. Ele tenta beijá-la, mas ela se afasta, dizendo que está no horário de trabalho. Ele elogia a performance de “Doo Wop” e pergunta sobre a mixtape que ela havia prometido gravar e Breanne conta que só falta uma música. Na entrevista, André conta que já estava com Breanne há quase dois anos. Ele diz que tinha um programa numa rádio de hip-hop de médio alcance e que tocava novo artistas. Ele conta que era tarde de noite, poucas pessoas ouviam e os artistas eram amigos – mas Breanne era diferente: ela merecia estar ali. Corta para a cena em que Breanne está num pequeno estúdio gravando os primeiros versos de 4“Everything Is Everything.”* Em seguida é exibida uma sequência em que a música é tocada na rádio e escutada por diferentes ouvintes em diferentes ocasiões e apresentada por Breanne em clubes. Conforme a sequência avança, o tamanho dos clubes em que Breanna se apresenta aumenta o horário em que a música toca nas rádios varia, indicando o relativo o sucesso da faixa. Ao final da sequência, Breanne é vista bebendo bastante. Corta para a entrevista de Cassandra. Ela conta que Breanne trabalhou muito duro para divulgar a mixtape e teve um retorno relativamente satisfatório: em um ano, conseguiu lançar seu álbum. Cassandra conta, com um sorriso, que sempre sentiu que a filha seria uma estrela.
Corta para a dramatização. No canto da tela, lê-se 1998. Breanne está vomitando no banheiro de um dos clubes. A cena é filmada com câmera na mão e a iluminação é difusa. Breanne agacha e encosta-se na parede, ela está pálida e seu olhar está perdido. Do lado de fora, Esther e André batem nervosamente à porta. André, ainda nervoso, se afasta e Esther tenta falar com Breanne com mais calma. A porta é destrancada por dentro e Esther entra. Levemente bêbada, Breanne diz desconfiar que esteja grávida. Esther a abraça e tenta tranquilizá-la. Na cena seguinte, Breanne, André, Esther e Cassandra estão juntos na casa de Cassandra. André e Breanne estão para comunicar a matriarca sobre a gravidez, enquanto Esther atua como mediadora. Cassandra encara a notícia com um misto de decepção e raiva. Diz que já criou duas filhas e que não criará uma terceira, alerta sobre os problemas de ser uma mãe jovem, usando sua própria gravidez de Esther como exemplo, e lembra Breanne que ela talvez ainda possa tirar. Breanne e André reagem com aversão à ideia e dizem que terão o filho. Constrangida pelo comentário da mãe, Esther aconselha Breanne a cuidar da saúde. Na entrevista, Esther conta que a gravidez de Breanne foi muito difícil e que afetou o relacionamento de Breanne e André. Ela diz que a irmã não parou de beber nem durante a gravidez, teve variações de humor e automedicou-se. Ainda no segmento da entrevista, Cassandra diz que, mesmo grávida, Breanne cumpriu seus compromissos com a divulgação do álbum, que fez bastante sucesso na cena de hip-hop nova-iorquina. André diz que tudo o que fez foi pelo filho.
Na próxima cena, Breanne performa 5“Every Ghetto, Every City”* num palco de um festival. Ela já está visivelmente grávida, mas não perto de ganhar. O público assiste entusiasmado. Breanne encerra a apresentação, agradece ao público, que a aplaude, e pede para que ouçam seu álbum chamado “Peace of Mind.” Chegando em casa (nesse ponto, ela já mora sozinha com André), ela procura imediatamente uma garrafa de vinho na geladeira. André fica insatisfeito com a cena e toma a garrafa de sua mão, ao que Breanne protesta. A situação logo transforma-se numa briga, com André lembrando que a quantidade de álcool que ela tem consumido pode afetar a saúde do bebê, ao que Breanne responde que só com álcool pra aguentar, mesmo estando grávida, trabalhar para sustentá-lo. André diz que o trabalho dela não é somente dela: ele produziu as faixas e também trabalhou duro, apostou tudo nela. Breanne diz que ele não se importa com ela desde que esteja viva para cantar. Inicia-se, então, a performance dos dois de 6“Ex-Factor.” Os atores performam passionalmente; suas expressões e movimentos corporais são de uma discussão. Os dois choram. Breanne parece passar mal, Daniel acode mecanicamente, por obrigação e não compaixão. Eles deitam-se na cama de costas um para o outro, mas não dormem. Breanne finalmente aparece novamente no segmento da entrevista, mas não diz nada. Ela olha para baixo com tristeza, levanta o olhar e encara a câmera, pronta para revirar uma ferida.
Ainda na entrevista, Esther conta que, àquela altura, não podia mais amparar a irmã como antes. “Por incrível que pareça, durante tudo isso, eu também tinha uma vida”, ela diz. Na dramatização, Esther chega em casa e vê que, além de sua namorada Laura, Breanne está lá. A namorada de Esther diz que ela apareceu na porta de casa desesperada e deixou-a entrar. Breanne disse que estava bem e que não contaria para a mãe delas sobre Laura, mas que estava chateada sobre ela mesma não saber. Breanne desabafa sobre tudo o que se passa com André. Esther a incentiva a separar-se e performa 7“When It Hurts So Bad” como incentivo para a irmã livrar-se de uma situação tóxica a partir de uma própria experiência passada. Ao final da cena, Breanne demonstra felicidade em ver a irmã com Laura.
É o dia do parto de Breanne. Na tela lê-se 1999. O bebê é menino e ela decide chamá-lo de Zion. Breanne olha pela janela do quarto do hospital, onde está sozinha. Inicia-se uma dream-sequence em que Breanna performa 8“To Zion” e é bastante feliz criando seu filho sozinha. Sua mãe, sua irmã e sua cunhada estão presentes em diferentes momentos. Zion cresce, aprende a andar, acompanha a mãe na produção de nova música. Até mesmo André está amigavelmente presente em alguns momentos pontuais, como a festa do primeiro aniversário. Finda-se a sequência e voltamos à realidade: Breanne está numa audiência jurídica brigando com André pela guarda do filho. André ainda pede uma pensão de Breanne, mesmo já tendo royalties sobre o álbum. Os advogados de André dizem que Breanne é alcoólatra, que não tem aptidão para a maternidade, que pensou em abortar. Testemunhas confirmam o consumo de álcool. Breanne chora. Do lado de fora, Esther e Laura estão apreensivas. Há alguns jornalistas e admiradores esperando a saída dos dois. Breanne diz que, sim, teve problemas durante a gravidez, mas que isso passou, que ela ama seu filho. Ela diz que perder definitivamente a guarda de Zion era uma sentença perpétua e que isso não era justo. Breanna perde – André fica com o filho e com uma parcela maior dos lucros de “Peace of Mind”, pois há de se pagar pela criação do filho. Findada a audiência, Breanna sai primeiro, acolhida pela irmã e cunhada. Quando André sai, os presentes lhe dão o seu julgamento e performam 9“Final Hour” como um aviso de que ele pagará um dia pelo mal que causou. A cena é grandiosa, Esther, Breanne e o elenco formam uma roda em torno de André e o intimidam enquanto gritam a letra profetizadora. Após o número, André entra em seu carro e vai embora.
O entrevistador pergunta Breanne o porquê de Breanne nunca ter gravado mais nada. A cena é inspirada por “Audition”, de La La Land. Tentando olhar para a câmera mas desviando o olhar com frequência, como se a lente fosse outro olhar a julgá-la, ela diz, timidamente, com a voz baixa: “Eu tentei, sou feita de música. Mas ninguém quis distribuir um álbum sobre as experiências de uma mãe desnaturada e ainda por cima alcoólatra. Eu tinha algum dinheiro – ‘Peace of Mind’ é um clássico, né? – e gravei um EP eu mesma, eu mesma produzi, mas a única pessoa que chegou a escutar foi minha irmã e acho que ela mostrou pra Laura, mas nunca toquei no assunto. Eu lembro que eu disse que aquele juiz estava me dando uma sentença perpétua ao me tirar meu filho e meu sustento, mas na época eu não sabia que também me seria negada uma chance de recomeçar. A imprensa foi muito cruel, o hip-hop trancou a porta que sequer tinha me aberto ainda. Claro, eu tive algum apoio, me chamaram pra feats, pra outras gravadoras, teve gente grande criticando a gravadora por rescindir meu contrato e tal. Mas eu não podia fazer isso comigo mesma, eu não ia aguentar porque eles iam revirar a vida do Zion, a vida da Esther. Com a minha mãe é mais complicado, mas eu vejo Zion com frequência hoje. Tenho essa escola de música que é meu sustento, mas o álbum ainda ajuda nas contas. Eu tenho um namorado – não ia ficar triste pra sempre né? Eu te digo, hoje eu até que sou feliz…” E ela então transita da fala para a música e começa a cantar a última música do filme, 10“The Miseducation of Lauryn Hill.” A plenos pulmões e bastante emocionada, Breanna canta e as lágrimas rolam por seu rosto. Fim.
*A letra de “Doo Wop (That Thing)” aconselha jovens tomarem cuidado com quem se relaciona com eles apenas por interesse. Já “Everything Is Everything” tem uma letra que conforta aqueles que passam por um momento difícil. Mais à frente, vê-se que Breanne não seguiu os próprios conselhos. Assim, tem-se as primeiras músicas dela como algo pouco pessoal e mais performático. Já em “Every Ghetto, Every City” ela se torna bem mais verdadeira ao lembrar de sua origem humilde. Não à toa, sua música mais verdadeira é também sua mais bem sucedida.
**A cena desprendida da realidade do filme representa a visão utópica e ilusória que Breanne tinha de André.
Oscar Tapes
Jodie Turner-Smith: Cena de “The Miseducation of Lauryn Hill”
Daniel Kaluuya: Cena de “Ex-Factor”
Janelle Monáe: Cena de “When It Hurts So Bad”
Mary J. Blige: Cena de “Forgive Them Father”
Trilha Sonora
Traduções de alguns trechos relevantes.
Doo Wop (That Thing)
1“Amiga, deixa eu explicar algo pra você/Você sabe que eu só digo isso porque sou muito genuína/Não seja uma pedra quando você é uma jóia/Meu amor, respeito é o mínimo que ele te deve/Esses caras humilham pra caralho e você continua defendendo”
Nothing Even Matters
2“Você é parte da minha identidade/Às vezes tenho a tendência/De te olhar religiosamente/Porque nada ainda importa para mim/Nada mesmo importa/Nada ainda importa para mim”
Forgive Them Father
3“Perdoa-lhes, Pai eles não sabem o que fazem/Cuidado com os falsos motivos dos outros/Cuidado com aqueles que fingem serem irmãos/E você nunca supõe que são aqueles que estão mais próximos de você, de você/Dizem todas as coisas certas para ter seu lugar/Então usam sua bondade como munição/Para atirar em você em nome da ambição”
Everything Is Everything
4“Esta letra eu escrevi para todos os que batalham na juventude/E que não vão aceitar fraudes no lugar da verdade/Parece que perdemos o jogo antes mesmo de começá-lo/Quem fez essas regras? Estamos tão perdidos/Que facilmente somos enganados/Deixa eu te contar que/Tudo é o que é/Tudo é o que é/Depois do inverno, vem a primavera”
Every Ghetto, Every City
5“Eu era só uma garotinha/Pernas magras, cabelo alisado/Minha mãe sempre pensou que eu seria uma estrela/Mas muito antes do acordo de gravação/As ruas que nutriram Breanne/Certificaram-se que eu não fosse tão longe”
Ex-Factor
6“Podia ser tudo simples/Mas você prefere dificultar/Amar você é como uma batalha/E nós dois terminamos com cicatrizes/Diga-me, quem eu tenho que ser/Para ter um pouco de reciprocidade/Ninguém te ama mais do que eu/E ninguém nunca amará”
When It Hurts So Bad
7“O que você quer, poderá te fazer chorar/O que você precisa, poderá passar por você/Se você não agarrá-lo/E o que você precisa, ironicamente/Se tornará no que você deseja ser/Se você deixar”
To Zion
8“Mas então um anjo veio um dia/Pediu-me para me ajoelhar e rezar/Pois dentro de mim um homenzinho nasceria/Infortúnio, essa circunstância louca/Eu sabia que a vida dele merecia uma chance/Mas todos me disseram para ser esperta/’Olhe sua carreira’, eles disseram/’Bree, querida, use sua cabeça’/Mas ao invés disso, eu escolhi usar meu coração”
Final Hour
9“Você pode ter o dinheiro!/Você pode ter o poder!/Mas mantenha seus olhos na hora final!”
The Miseducation Lauryn Hill
10“Meu mundo se move tão rápido hoje em dia/O passado parece tão longe/E a vida se espreme tão apertado que eu mal consigo respirar/E toda vez que eu tentava ser, aquilo que as pessoas idealizavam para mim/Ficava tão presa, não conseguia me alcançar/Mas dentro do meu coração, a resposta estava em mim”
Fotografia
Figurino
Notícias
Imagens

Prêmios
Total de 10 prêmios e 32 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 3ª temporada.
3º Festival de Cannes
- Palma de Ouro (venceu)
3º Screen Actors Guild Awards (SAG)
- Atriz Coadjuvante, Janelle Monaé (venceu)
3º BAFTA
- Trilha Sonora, Ms. Lauryn Hill (venceu)
- Filme (indicado)
- Atriz, Jodie Turner-Smith (indicada)
- Atriz Coadjuvante, Mary J. Blige (indicada)
- Ator Coadjuvante, Daniel Kaluuya (indicado)
- Roteiro Adaptado, Dee Rees e Ms. Lauryn Hill (indicadas)
- Figurino, Ruth E. Carter (indicada)
- Casting: Jodie Turner-Smith, Daniel Kaluuya, Janelle Monaé e Mary J. Blige (indicado)
3º Globo de Ouro
- Trilha Sonora, Ms. Lauryn Hill (venceu)
- Filme de Comédia ou Musical (indicado)
3º Oscar
- Trilha Sonora, Ms. Lauryn Hill (venceu, empate com FKA twigs por Ben)
- Filme (indicado)
- Direção, Dee Rees (indicado)
- Atriz, Jodie Turner-Smith (indicada)
- Atriz Coadjuvante, Janelle Monaé (indicada)
- Roteiro Adaptado, Dee Rees e Ms. Lauryn Hill (indicadas)
Premiações da Crítica
- Filme (1 prêmio, 1 vice)
- Atriz, Jodie Turner-Smith (3 prêmios)
- Atriz Coadjuvante, Janelle Monaé (1 prêmio)
- Direção, Dee Rees (2 vices)
- Ator Coadjuvante, Daniel Kaluuya (3 vices)
- Atriz Coadjuvante, Mary J. Blige (1 vice)
- Roteiro, Dee Rees e Ms. Lauryn Hill (2 vices)
Temporadas Posteriores
Nota: prêmios e indicações recebidos em temporadas posteriores não são contabilizados no ranking da temporada de lançamento do filme.
1ª Mostra de Cinema de São Paulo
- Prêmio da Crítica, Melhor Filme Internacional (venceu)
- Seleção Oficial
1º Prêmio Guarani
- Melhor Filme Estrangeiro (indicado)
1º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
- Melhor Filme Estrangeiro (indicado)
Críticas do Júri
100
Gothan City Film Critics Secret Society
“The Final Hour” mostra como se adaptar um álbum sem perder a essência dele ou desrespeitar a vida do artista. Faz com que a ambientação te introduza genuinamente no contexto em que ele quer passar e traz grandes e profundas apresentações musicais. Além da sacada de misturar o musical/ dramático ao documentário.
100
San City Film Critics Association
Dee Rees entrega, mais uma vez, um filme brilhante e emocional sobre uma cantora de hip-hop e as adversidades que ela enfrenta na vida. Baseado no álbum de The Miseducation of Lauryn Hill, The Final Hour é uma história importante e comovente, que trata sobre como a mídia e a indústria da música julga mulheres por uma lente diferente e desigual e que essa mesma disparidade dos anos 90 se mantém até hoje. Um musical sensível e cativante, The Final Hour com certeza será um dos melhores da temporada.
95
Pindamonhangaba Independent Filmmakers Circle
O inebriante melodrama musical de Dee Rees é mais uma prova do talento e da sensibilidade incontestável da diretora para contar histórias de personagens marginalizados. Simplesmente maravilhoso.
90
South-South Decolonial Film Critics Association
Dee Rees e Mary J. Blige repetem a estrondosa combinação de “Mudbound”, mostrando que a parceria pode render ainda mais prêmios e prestígio. Para ajudá-las, ainda temos um roteiro escrito com a ajuda de Lauryn Hill, e as atuações de Jodie Turner-Smith e Daniel Kaluuya, mostrando, mais uma vez, que a dupla possui química assim como em Queen & Slim, além de Janelle Monáe. Algumas cenas musicais ficaram um pouco travadas, mas nada que prejudicasse a sintonia entre os gêneros representados no filme: Musical e Documentário. Dee conseguiu, sem sombra de dúvida, construir um filme inovador e memorável.
89
Oz Film Critics Society
Uma história forte, emocionante e contada maravilhosamente bem numa mistura de gêneros. O elenco afiado e multitalentoso deixa o espectador hipnotizado.
83
Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Superando a convencionalidade da sua cinebiografia musical Bessie (2015), Dee Rees explora aqui o gênero musical de forma original e pulsante. Jodie Turner-Smith interpreta uma personagem quebradiça, mas radiante ao mesmo tempo. Uma grande revelação dessa geração.
80
Joseph Wilker Film Critics Association
Gostei bastante da proposta de ser um musical com uma visão social e psicológica. É raro um musical que tem como objetivo mostrar a realidade nua e crua, acho interessante ressaltar o quanto a trilha sonora combinou com a narrativa. Acho que aspectos negativos seriam o excesso de drama e similaridades com outras obras.
70
Sindicato Latino Americano de Cinema Urso Rubro
Fiquei pensativa sobre a necropolitica apresentada pela narrativa ser de fato uma crítica, ou uma escolha quase que atrelada aos personagens e cenário. O motivo para que tais corpos vivam o sofrimento mesmo em uma narrativa que pode sair do real, sabe? Porém achei interessante mesmo por essa inquietação. “Ela olha para baixo com tristeza, levanta o olhar e encara a câmera, pronta para revirar uma ferida.” PRONTA PARA REVIRAR UMA FERIDA!!1!1! <— amei
68
Cinema Contestado – União Catarinense de Críticos de Cinema
The Final Hour é um filme inquetante e complexo. Uma história densa se desenvolve cena após cena, na qual acompanhamos a vida de uma artista se desmontar aos poucos. A escolha de uma redenção humilde para a protagonista e ao mesmo tempo reconfortante e insatisfatória. É uma sensação desconfortável e amarga que a equipe de produção soube transmitir bem ao público. E isso é um mérito que merce ser ressaltado.
Contudo, persistem na obra alguns pontos incômodos, que mais parecem se aproveitar estereótipos do que os colocar em questão. A história que acompanhamos é de uma artista negra que põe tudo a perder por um relacionamento e encontra conforto no consumo de álcool. A narrativa parece prendê-la nesse ciclo, ao mesmo tempo que não retrata outras redes de relacionamento para além do parceiro. Este, por sua vez, é retratado um tanto quanto unidimensionalmente, construído para ser o vilão da trama. Esses são alguns elementos do filme que poderiam ser retrabalhados para assim oferecer ao público uma obra mais complexa.
Comentários do Público
10
Scarpa
Dee Rees reinventa o cinema transmídia e te leva das lágrimas à casa de Beyoncé num piscar de olhos
10
Naja Bondosa
Emocionante do começo ao fim. Impactada!
10
Beyoncé
Perfeito
10
Pantera Selvagem Cláudia Brasil
quem canta seus males espanta, mas nem sempre
10
Leonardo Medeiros
o maior musical da história do cinema pronto e acabou
10
exausta
O CG do envelhecimento me deu aquela desanimada, e a confusão de gêneros as vezes me pegava do jeito errado. Mas quer saber? Quando é bom é bom.
10
Cath
Primeiro: que elenco ótimo, realmente não tá brincando com pouca coisa essa ideia. Segundo: parabéns. História emocionante, diferente de alguns musicais não tem como querer pular as músicas nessa história, é tudo bem envolvente. Um assunto comum com uma carga emocional incrível e ainda sob um ponto de vista de uma classe sempre marginalizada. Hip hop negro está mais que contemplado nessa história. Arrasou demais!
10
Lana Del Rey
Um belo filme. Vidas negras importam!
10
Laura Lovatte
Ameiii, lindo demais.
9
Supla de Sunga
Adaptação à altura de uma das maiores obras da década de 90, “The Final Hour” é potente e emocionante — e só não é perfeito porque podia usar um pouco mais da belíssima ousadia de Lauryn Hill no seu roteiro.
9
Jenny from the block
A história de Lauryn Hill sendo tocada de forma cuidadosa, respeitosa e impactante.
8
coelhinha_16
Uma obra que mistura dois gêneros de forma acertada e amplifica a voz de vivências negras. É genial em seu tato e seu lirismo!
8
Rimmed Spectacles Critic’s Association
Essencial para fãs de Ms. Lauryn Hill.
