de Alejandro Jodorowsky
produzido por Bruno S.
com Yalitza Aparicio e Alfonso Herrera
18 de julho de 2020 (3º Festival de Veneza)
🇲🇽 México
Fantasia / Ficção Científica
Sinopse: Quando arqueólogos descobrem símbolos nas ruínas de Tenochtitlán apontando para um lugar nas profundezas do universo, Maria, uma jovem prodígio, parte rumo ao desconhecido para encontrar respostas sobre o seu passado e, quem sabe, salvar o seu povo da iminente destruição… que já aconteceu.
Vencedor de 4 prêmios, incluindo o Grande Prêmio do Júri em Cannes. Parte da Criterion Collection.
Consenso da Crítica: Mesmo com alguns problemas de roteiro, “Supernova” é uma viagem visualmente estonteante por uma belíssima cultura, com performances memoráveis de Yalitza Aparicio e Alfonso Herrera.
Média da crítica
77
Média do público
7.2
Tomatômetro

87%
Pipocômetro

83%
Navegue pelas seções
Ficha Técnica
Direção: Alejandro Jodorowsky
Roteiro: Alejandro Jorodowsky, Brontis Jodorowsky
Produção: Bruno S.
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Música: Roger Waters, David Gilmour
Figurinos: Mayes C. Rubeo
Distribuição: Filmex
Plataforma: Catflix
Elenco
Yalitza Aparicio como Maria / Necāhual
Alfonso Herrera como Dino / Hernán Cortés
Damián Alcázar como Moctezuma II
Lila Downs como Atzi
Narrativa
- Abaixo da narrativa, há um glossário com os termos astecas usados.
O primeiro acorde de “Echoes”1 é ouvido e o universo surge. Acompanhamos uma viagem lenta pelas profundezas de uma galáxia desconhecida. As imagens são belas, etéreas e grandiosas; mais que isso, elas parecem emitir um sinal: por debaixo da música, por debaixo das estrelas, vemos e ouvimos uma sequência de sons e imagens pouco distinguíveis, como se estivessem lutando para emergir depois de tanto tempo calados e invisíveis. Então um corte brusco e-
Maria (Yalitza Aparicio) abre os olhos, como se despertasse de um profundo transe. A música se cala. Vemos que ela está assistindo a uma aula em meio a várias pessoas que não se parecem com ela. A aula, que logo percebemos ser no MIT, é sobre supernovas (as estrelas em processo de morte) e buracos-negros. Maria, entretanto, está aérea: o devaneio que ela acabou de experimentar pareceu mexer alguma coisa dentro dela, como se as imagens e sons a chamassem para algum lugar.
Naquele mesmo dia, mais tarde, Maria lê uma notícia que a deixa impressionada: arqueólogos encontraram sinais nunca antes vistos nas ruínas de Tenochtitlán, a antiga capital do Império Asteca, onde hoje se localiza a Cidade do México. Os sinais, estranhamente, apontam para coordenadas num ponto extremamente distante (e ainda desconhecido) no universo. Maria não hesita: deixa suas coisas imediatamente e volta para casa.
Durante a jornada de volta, flashbacks jogam luz sobre a sua história: Maria perdeu os pais ainda bebê e foi passando por diversos orfanatos e casas na Cidade do México, nunca conseguindo adaptar-se a nenhum lar. Uma coisa, entretanto, sempre foi constante: seu amor pela astronomia e seu desejo profundo de, um dia, chegar às estrelas. Para conquistá-lo, ela desde cedo afundou a cara nos livros, recebeu uma bolsa no MIT e tornou-se a pessoa mais jovem a completar o treinamento de astronautas na NASA. Por conta disso, ela adquiriu certa notoriedade na sua terra natal.
Maria chega na Cidade do México e, utilizando-se do seu reconhecimento, logo aproxima-se dos arqueólogos e pesquisadores que estão lidando com as descobertas — especialmente do astrônomo Dino (Alfonso Herrera). Dino afirma que as coordenadas apontam para uma parte do universo a 50 mil anos-luz da Terra; por meio de cálculos e observações estelares, eles estimam que aquela parte do universo está prestes a tornar-se um buraco negro. Ele conjectura que o aparecimento dos sinais pode ser um pedido de socorro de criaturas alienígenas em perigo, mas afirma, que, de qualquer forma, não há nada a fazer: não há tecnologia na Terra que permita a viagem espacial na velocidade da luz — e, mesmo que houvesse, uma viagem ao ponto indicado nas ruínas levaria 50 mil anos.
Naquela noite, Maria sonha com um quetzal (um pássaro) e os dois se comunicam em náuatle, idioma dos astecas de Tenochtitlán. O pássaro dá a ela uma ampulheta. Maria sabe exatamente o que fazer: vira a ampulheta e senta-se à borda uma mesa, maior que uma quadra de futebol, começando a fazer cálculos. A ampulheta começa a contar o tempo, deixando cair uma partícula por vez. 30 anos se passam dentro do sonho, a última partícula cai e Maria, agora uma mulher madura, olha com orgulho para o seu trabalho de décadas: a fórmula, finalmente concluídos, para a viagem de dobra. O quetzal, que não fala m2ais náuatle, apenas solta um pio de orgulho para ela.
Maria acorda, novamente com seus vinte e tantos anos, sem qualquer traço de cansaço pelas últimas décadas sozinha no sonho — na verdade, ela sentiu-se livre pela primeira vez, podendo realizar seu trabalho sem ninguém para duvidar dela. Acordada, ela reproduz a fórmula para seus colegas astrônomos e cientistas. Todos ficam de queixo caído: os cálculos batem. Dino, maravilhado, diz que Maria superou Einstein. Ela só dá uma risadinha e balança os ombros.
Alguns meses se passam, e vemos Maria preparando-se para a sua viagem espacial, solitária e muito provavelmente sem volta. Bernardo lamenta que ela tenha sido a única pessoa no planeta a se candidatar para a expedição, e Maria diz que não está partindo — ela está simplesmente voltando.
“The Great Gig in The Sky”2 toca no momento em que Maria, em sua nave, deixa o solo terrestre e vê o planeta tornar-se apenas um pontinho azul distante. Temos mais uma sequência de imagens belíssimas do espaço, como se Maria conjurasse uma dança de estrelas por todas as constelações que passasse. Ela vê o sistema solar se afastar rapidamente, dá adeus à Via Láctea e parte em sua jornada rumo ao desconhecido, mais distante do que qualquer homem jamais foi. Então um corte brusco e-
Planeta Terra, 1519. O conquistador espanhol Hernán Cortés (também Alfonso Herrera) chega a Tenochtitlán, acompanhado de uma enorme comitiva. O imperador Moctezuma II (Damián Alcázar) aparenta receber bem Cortés e sua comitiva, fingindo acreditar que o espanhol é uma manifestação do deus Quetzalcóatl — que, na mitologia daquele povo, assume a forma de uma serpente e, de tempos em tempos, volta para se vingar dos humanos. Cortés é hospedado no palácio do imperador, junto com o restante dos espanhóis.
Na surdina, entretanto, Moctezuma alerta sua filha, Necāhual (também Yalitza Aparicio), sobre a chegada dos espanhóis. Necāhual é uma jovem prodígio com uma ligação fortíssima com os astros — ela comunica-se diretamente com Centzonmīmixcōa, os deuses das estrelas do norte. Ao saber da chegada dos espanhóis, a jovem vê nas estrelas o destino trágico do seu povo: subjugado, escravizado e, por fim, exterminado em seu próprio solo por estrangeiros.
Necāhual, angustiada, revela à sua mãe Atzi (Lila Downs) o que descobriu. Atzi, uma pensadora extremamente sábia, diz que Necāhual não precisa se preocupar: quando chegar o momento, a jovem saberá exatamente o que fazer. O que nenhuma das duas percebe é que a conversa está sendo ouvida por Cortés, escondido.
Aos poucos, o clima de frágil amabilidade entre astecas e espanhóis começa mostrar sua verdadeira face. Cortés passa a ordenar uma série de mudanças em Tenochtitlán e, ao não ser atendido por Moctezuma, ordena que os soldados da sua enorme comitiva dominem os “nativos” por meio da força. Necāhual vê o início da sua visão se materializar, e corre para o Templo do Sol, localizado bem no centro da cidade. Lá, Centzonmīmixcōa pede que a jovem inscreva uma série de símbolos num grande pedaço de pedra; no momento certo, os deuses revelarão aqueles símbolos para a humanidade. Necāhual atende ao pedido e vê a pedra ser engolida pela terra, sem deixar rastros.
“Atom Heart Mother”3 toca enquanto voltamos para a viagem espacial de Maria. Não sabemos quanto tempo se passou, mas ela aparenta ainda ter os vinte e tantos anos de idade — e o mesmo ar esperançoso de antes. A nave avisa que ela chegou ao destino final; ela observa pela escotilha e vê a imagem mais bonita e assustadora do universo: uma supernova em seus estágios finais. A música sobe conforme vemos a estrela adquirir mais e mais brilho, expandindo-se até o ponto de ruptura. Maria apenas observa, maravilhada, no momento em que a estrela finalmente cede e transforma-se num buraco negro, engolindo tudo ao seu redor — incluindo Maria e sua nave. Maria é jogada num vórtex surreal, quebrando as barreiras do espaço-tempo, e apaga.
Maria acorda num enorme quarto do que parece ser um palácio extremamente luxuoso. Percebemos que ela está no Planeta Terra, em 1520. Ela vê Necāhual a observando e dá um sobressalto ao perceber que elas são idênticas. Necāhual pede que ela se acalme: Maria foi encontrada exatamente no meio do Templo do Sol onde as inscrições de Centzonmīmixcōa foram enterradas; ela é, portanto, a enviada dos deuses das estrelas do norte.
Necāhual explica toda a situação a Maria (que aprendeu a falar náuatle no seu sonho com o quetzal), notando que os astecas não têm condições de lutar com os espanhóis — os europeus podem não superá-los em avanços científicos, mas são muito maiores em número e em deslealdade na guerra. As duas jovens, então, unem-se — Necāhual com seu profundo conhecimento místico e astronômico, e Maria com seu amplo conhecimento científico do futuro — para arquitetar um plano de fuga para o povo asteca.
Naquela noite, Necāhual e Maria unem-se em sonho e são visitadas novamente pelo quetzal, que lhes dá uma ampulheta ainda maior que a do sonho anterior. As duas começam a trabalhar: juntas, descobrem um planeta nos confins do universo que pode abrigar os astecas e passam a trabalhar nas naves que levarão o povo até seu novo lar. O quetzal começa a juntar outras pessoas no sonho e, juntos, todos trabalham na construção dos foguetes por anos e anos. Ao final, eles têm centenas de naves prontas para a salvação. O quetzal solta mais um pio de orgulho enquanto Maria e Necāhual quebram a ampulheta, levando o feito do povo asteca para o mundo real.
Maria e Necāhual, jovens novamente, acordam no dia seguinte com notícias trágicas: Moctezuma, após ser ridicularizado em praça pública por Cortés, foi apedrejado pelos seus súditos e está no seu leito de morte. Necāhual junta-se a Atzi no recinto para prestar as despedidas finais ao pai, que parece arrasado com o fim iminente do seu povo. A jovem apresenta Maria ao pai, e ele vê em Maria a salvação dos astecas. Em paz, ele dá seu último suspiro.
As duas jovens começam, então, a convocar o povo asteca em todo o continente para a grande fuga. Graças às conquistas tecnológicas avançadas da civilização, a mensagem chega rápida aos quatro cantos do território; em pouco tempo, dezenas de milhões de pessoas reúnem-se em Tenochtitlán para embarcar nas naves. O exército de Cortés, amedrontado com o grande número de “nativos”, bate em retirada, deixando o conquistador sozinho.
Maria e Necāhual conseguem coordenar o embarque dos astecas com sucesso — a maioria escolhe embarcar, mas alguns preferem permanecer na Terra. Ao final do embarque, as duas jovens são atacadas por Cortés, humilhado e furioso. Tentando pateticamente destruir as naves, o espanhol fere Necāhual e aproxima-se de Maria, para matá-la; Necāhual, para proteger aquela que acredita ser a enviada dos céus, usa suas últimas forças para colocar-se na frente da sósia e receber o golpe de Cortés.
Em retaliação, Maria atinge Cortés com uma lança, derrubando-o. Às lágrimas, a jovem aproxima-se de Necāhual, que agoniza no chão.
Atzi chega à cena e revela ser uma manifestação terrena de Chīmalmā, deusa da vida e da morte. Ela olha com profunda tristeza para a filha, mas afirma que Necāhual cumpriu seu papel exatamente como previsto: ela passará os próximos 500 anos vivendo, morrendo e renascendo repetidamente até que atinja em uma época da humanidade em que os avanços possam ajudar os astecas — justamente por meio de Maria, sua décima vida. Maria olha para Chīmalmā, sua mãe, maravilhada com a genialidade do plano. Chīmalmā vira-se para Cortés e condena-o ao mesmo destino de Necāhual; no caso dele, entretanto, as múltiplas vidas servirão para que ele possa evoluir.
Chīmalmā e Maria dão o último adeus a Necāhual, que morre no exato momento em que as naves deixam o solo de Tenochtitlán e partem rumo ao novo lar dos astecas. Imediatamente em seguida, ouvimos um choro de bebê a milhares de quilômetros dali. Cortés, por sua vez, acorda e sai andando, acreditando ter presenciado uma grande alucinação.
“Echoes”1 volta a tocar, agora em sua parte final, enquanto acompanhamos Maria, Chīmalmā e o povo asteca no espaço, singrando rumo ao seu novo lar. Maria, finalmente confortada nos braços da mãe que nunca imaginou conhecer, olha com orgulho para o seu feito e pergunta para Chīmalmā se os astecas algum dia voltarão à Terra. Chīmalmā apenas olha para as estrelas, com um sorriso no rosto.
A viagem lenta pelas profundezas do universo volta a surgir na tela, como no início do filme, enquanto a música vai chegando aos seus minutos finais. De novo, um som por debaixo da música começa a surgir, mas agora conseguimos distingui-lo: um choro de bebê que ecoa pelo espaço afora. As naves dos astecas tornam-se estrelas, e a imagem corta para o preto. Fim.
GLOSSÁRIO ASTECA
Atzi: nome feminino que significa “chuva”.
Centzonmīmixcōa: os 400 deuses das estrelas do norte.
Chīmalmā: a deusa da vida, da morte, do renascimento e da fertilidade, mãe de Quetzalcóatl na mitologia asteca.
Moctezuma II: nono (e antepenúltimo) tlatoani (líder) do Império Asteca.
Náuatle: idioma falado em Tenochtitlán e por grande parte da Civilização Asteca.
Necāhual: nome feminino que significa “sobrevivente”, “deixada para trás”.
Quetzal: pássaro tradicional da América Central que era cultuado pela Civilização Asteca, hoje em ameaça de extinção.
Quetzalcóatl: divindade que assume a forma de uma serpente com penas de quetzal, deus do ar, do vento e do aprendizado.
Tenochtitlán: capital da Civilização Asteca.
Oscar Tapes
Yalitza Aparicio: Maria observa a Supernova da janela da nave e um mundo de emoções perpassa seu rosto.
Alfonso Herrera: Cortés, humilhado, ataca Maria e Necāhual antes que elas possam embarcar na nave.
Damián Alcázar: Moctezuma, no leito de morte, vê Maria e louva os deuses pelo envio da salvadora do seu povo.
Lila Downs: Atzi conforta Necāhual e diz à filha que ela saberá exatamente o que fazer quando chegar o momento.
Proposta Estética
Supernova é um filme que respeita e reflete a profunda relação dos astecas com os ciclos — o ciclo astronômico, o ciclo do tempo e o ciclo da natureza. Por conta disso, o filme em si é cíclico: ele pode ser iniciado de qualquer ponto da sua duração e fará sentido da mesma forma, já que seus acontecimentos se repetem eternamente.
O filme toma seu tempo: as tomadas no espaço são lentas e belas, e as cenas com humanos trazem longos momentos contemplativos para que o espectador tenha tempo de respirar e refletir sobre o que se passa em tela. As cenas na atualidade são filmadas em película, enquanto as cenas no espaço e em Tenochtitlán são capturadas em IMAX digital para imersão máxima. A reconstrução de Tenochtitlán, inclusive, é meticulosa e segue minuciosamente os estudos de reconstituição da capital da Civilização Asteca.
Trilha Sonora
A trilha de Supernova representa o cumprimento de uma promessa: em 1975, Jodorowsky planejou fazer sua versão cinematográfica de “Duna” com trilha sonora do Pink Floyd, mas o projeto foi cancelado pelo orçamento astronômico. Agora, 45 anos depois, Roger Waters e David Gilmour concordaram em deixar as diferenças de lado e se reunir em um sinal de reverência ao lendário cineasta nonagenário.
As canções do Pink Floyd entram apenas nas cenas espaciais; as seções utilizadas são sempre sem letra para preservar a universalidade das composições. As outras partes do filme não têm música: tudo é acompanhado somente pelos sons da natureza, especialmente o vento constante em Tenochtitlán.
Echoes
1A canção que abre e fecha o filme. São empregados, inicialmente, seus dez minutos iniciais (com a exceção da parte com vocais); ao final do filme, a música volta a partir do 16º minuto até o seu final (novamente, sem a parte cantada).
The Great Gig in The Sky
2Utilizada na sua totalidade na cena em que Maria desbrava o espaço pela primeira vez, desencadeando uma dança de estrelas com as próprias mãos.
Atom Heart Mother
3A seção empregada é “Mother Fore” (5:23 – 10:13), com os coros acompanhando a explosão da supernova testemunhada por Maria.
Fotografia
Figurino
Notícias

Prêmios
Total de 4 prêmios e 17 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 3ª temporada.
3º Festival de Veneza
- Grande Prêmio do Júri (venceu)
3º Screen Actors Guild Awards (SAG)
- Elenco de Dublês (indicado)
3º BAFTA
- Filme Estrangeiro (indicado)
- Roteiro Original, Alejandro e Brontis Jodorowsky (indicado)
3º Globo de Ouro
- Direção, Alejandro Jodorowsky (indicado)
- Atriz de Drama, Yalitza Aparicio (indicada)
- Ator Coadjuvante, Alfonso Herrera (indicado)
- Filme Estrangeiro (indicado)
- Trilha Sonora, Roger Waters e David Gilmour (indicado)
3º Oscar
- Filme Estrangeiro (indicado)
- Fotografia, Emmanuel Lubezki (indicado)
- Canção Não-Original: “Echoes”, Pink Floyd (indicado)
Premiações da Crítica
- Filme Estrangeiro (1 prêmio, 1 vice)
- Ator Coadjuvante, Alfonso Herrera (2 prêmios)
- Filme (1 vice)
Temporadas Posteriores
Nota: prêmios e indicações recebidos em temporadas posteriores não são contabilizados no ranking da temporada de lançamento do filme.
1º Festival do Rio
- Seleção Oficial
1º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
- Melhor Filme Iberoamericano (indicado)
Críticas do Júri
98
San City Film Critics Association
Supernova traz um novo ar aos filmes de ficção científica, tornando-se um dos melhores dos últimos anos. Yalitza Aparicio está espetacular.
94
Sindicato Latino Americano de Cinema Urso Rubro
Achei interessante tanto a proposta do filme, quanto a apresentação de glossário e escolha da trilha.
80
Joseph Wilker Film Critics Association
Achei interessante tanto a proposta do filme, quanto a apresentação de O filme traz essa comunicação entre passado e presente com toque de sci-fi. Alfonso Herrera ao lado de Yalitza Aparicio encarnam personagens incríveis em uma história que envolve muita história e cultura.
75
Full Metal Critics Association
A tentativa de Odisséia de Alejandro Jorodowsky embora com uma premissa bastante interessante a primeira vista, em muitos momentos se perde em sua propria narrativa. A história é interessante, em determinados momentos primorosa na sua escrita e imersão cultural, porém, em outros , há uma facilidade com a qual a protagonista encontra a solução para os problemas que encontra durante sua jornada, quase se configurando como um Deus ex machina. Não há como falar da maneira como o ato final se desenrola, num emaranhado de ações que pode fazer com que o espectador saia confuso a respeito do filme. Apesar disso, devemos elogiar e muito a perfomance de Yalitza em seus papéis, a atriz consegue dar um toque especial as suas personagens, fazendo com que mesmo que em meio a loucura de acontecimentos ao seu redor, fiquemos fascinado com suas ações em cena. Vale também salientar o trabalho com o qual se teve na imersao cultural e mitológica do filme.
74
Oz Film Critics Society
Como é bom ver Yalitza no cinema novamente! Supernova brinca com o tempo, com o espaço, com a ciência, com a história, com a cultura e com o inexplicável. Talvez seja um de seus problemas, tentar abraçar muitas questões e algumas coisas ficarem nebulosas para o espectador. Apesar de deixar perguntas sem respostas é uma jornada bonita de se acompanhar.
72
Gothan City Film Critics Secret Society
O maior elogio à “Supernova” refere-se a sua grandiosidade visual. Percebe-se um belo estudo sobre a civilização, o que deixa o filme mais profundo, além de ser ótimo ver Yalitza em um papel de destaque novamente.
70
Cinema Contestado – União Catarinense de Críticos de Cinema
Não faz muito tempo que a ficção científica de exploração espacial deixou de ser um cinema de nicho e vem ganhando aplausos da crítica especializada. Supernova segue essa tendência, apresentando uma mistura da experiência do diretor Jodorowsky com influências recentes – com títulos como A Chegada, Interestellar e Gravidade. Diferente de tudo que o precedeu, contudo, o filme traz um respiro de diversidade a um território dominado por atores e personagens brancos. Com um elenco majoritariamente latino e uma história que presta homenagem a cultura asteca, a obra merece méritos por fugir do lugar-comum. Ninguém aguenta mais filmes com cientistas norte-americanos brancos resolvendo sozinhos os enigmas do universo e salvando a raça humana.
Apesar da proposta que privilegia diversidade, Supernova incorre no clichê de associar a ficção científica com um cinema excessivamente contemplativo. Pode parecer atraente a ideia de associar a imensidão do espaço com cenas longas e grandiosas. Contudo, ao fazer essa escolha, diminui-se a importância do roteiro e do arco dos personagens. Supernova, portanto, deixou escapar a oportunidade de inovar nesse aspecto.
55
Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Há imagens marcantes aqui, mas senti uma desconexão, uma ausência de sentimento pesando demais no filme. (Alerta de Spoiler) Também não sei qual a mensagem que o Jodorowsky quer passar com o filme fazendo o povo azteca fugir, mesmo tendo uma grande superioridade tecnológica em relação aos seus colonizadores. Termino o filme sem saber se vi uma grande obra não compreendida ou uma boa ideia estrada por uma grande pretensão cósmica.
Comentários do Público
10
Scarpa
Jodorowsky e sua maestria sempre nos entrega o que promete: não entendi nada, mas amei
10
Abigail Masham
Jorodowsky evoca imagens surreais e fantásticas em um dos melhores filmes de ficção científica dos últimos tempos.
10
Pedrão_forrozeiro
Parabéns ao diretor por ter conseguido fazer que o Waters e o Gilmour deixassem as diferenças de lado para fazer a trilha sonora do filme
9
coelhinha_16
se jodorowsky tivesse de fato dirigido duna talvez o mundo seria melhor
9
Davi
Yalitza lenda.
9
Supla de Sunga
Alguns furos de roteiro à parte, uma experiência memorável de cinema.
7
Naja Bondosa
A melhor coisa do filme foram as tretas do diretor, mas o que esperar do Jorodowsky?
1
Christopher Nolan
Prefiro Interestelar



