de David Robert Mitchell
produzido por Arthur Barbosa
com Letitia Wright e Larissa Manoela
11 de julho de 2020 (3º Festival de Cannes)
🇺🇸 Estados Unidos
Fantasia / Drama
Sinopse: A história narra o nascimento e desenvolvimento de uma amizade entra duas moças, Alice e Ellie, na grande cidade de Nova Iorque. Enquanto isso, uma menina (Brooklynn Prince) e um homem (Benicio del Toro) jogam uma melancólica partida de xadrez.
Vencedor de 1 prêmio da crítica, de Melhor Atriz para Larissa Manoela.
Consenso da Crítica: Mesmo com falhas no conceito fantasioso, a trama dramática das duas protagonistas chama atenção pela química das promissoras atrizes, Letitia Wright e Larissa Manoela.
Média da crítica
70
Média do público
7.1
Tomatômetro

67%
Pipocômetro

90%
Navegue pelas seções
Ficha Técnica
Direção: David Robert Mitchell
Roteiro: David Robert Mitchell
Produção: Arthur Barbosa
Fotografia: Mike Gioulakis
Música: Disasterpeace
Figurinos: Nancy Steiner
Distribuição: A24
Plataforma: Castro+
Elenco
Letitia Wright como Ellie
Larissa Manoela como Alice
Brooklynn Prince como Morte
Benicio del Toro como Vida
Proposta Estética
A trama tem dois planos. No primeiro plano, os parceiros são duas pessoas: a Vida (Benicio del Toro) e a Morte (Brooklynn Prince) que jogam um tipo de xadrez com a vida humana. Em segundo plano, são as duas mulheres, Alice (Larissa Manoela) e Ellie (Letitia Wright), duas jovens que por um acaso se tornam amigas, parceiras no jogo da vida: um jogo em que todo mundo perde.
Os traços que definem cada plano são fotografia – que David trabalha novamente com Mike Gioulakis – e figurino – de Nancy Steiner. No segundo plano, ambientado em Nova Iorque durante o começo da década de 2000, precisamente nos anos de 2003, 2004 e 2005, a fotografia é quente, apesar de ser inverno, e nas cenas noturnas são utilizadas sempre cores fortes nos figurinos. Enquanto no primeiro plano, o tom é mais frio e a Vida e a Morte utilizam figurinos monocromáticos, a Vida utiliza um terno preto e a Morte um vestido branco.
Narrativa
1A primeira cena do filme é em um cômodo, similar a uma biblioteca, de tons neutros, no centro, vemos a Morte (Brooklynn Prince) e a Vida (Benicio del Toro) jogando. A Morte, após mover uma de suas peças pretas, pergunta para a Vida se ele tem certeza do que está fazendo, ele confirma com a cabeça e move uma peça branca que chega até a ponta oposta do tabuleiro, sorri e então a Morte coloca uma nova peça branca ao lado da que já estava ali. Aparece o título do filme.
Então começa uma cena em uma boate, no fundo toca ‘Hey Ya!’ do Outkast vemos o ambiente lotado pelo ponto de vista das costas de Alice (Larissa Manoela), que está indo com uma amiga no banheiro. Ela entra na cabine e ficamos com a visão da porta e, um pouco depois, Ellie (Letitia Wright) saí da cabine ao lado, um pouco cabisbaixa, ela limpa as lágrimas, e retoca a maquiagem no espelho. Alice sai da cabine, repara na garota e, enquanto retoca o batom, pergunta se está tudo bem com ela, Ellie confirma com a cabeça. Alice pensa em replicar, mas se cala e sai do banheiro. Acompanhamos Ellie, saindo do banheiro e indo até o grupo de pessoas que estão sentadas em uma área VIP, ela que não está se sentindo bem e vai embora, um homem fala que vai levá-la até a porta e ela recusa dizendo que o segurança vai ajudá-la a pedir um táxi. Já do lado de fora da boate e utilizando um sobretudo jeans, Ellie vê que ocorreu um acidente e a rua está fechada, então ela começa a caminhar até conseguir achar um táxi. Um grupo de homens começa a se aproximar do outro lado da rua e Ellie fica apreensiva e começa a andar rápido, na tentativa de voltar para a boate, ela avista uma lanchonete aberta e corre para chegar até lá, mas o grupo a alcança. Alice, dentro da lanchonete com alguns amigos, estranha a movimentação e comenta que deve ter alguma coisa errada, o grupo então caminha para fora do estabelecimento e Alice grita “Ei Diana, tá tudo bem? Você demorou anos, nós já estávamos preocupados, quem são eles?”. O grupo de homens corre e Ellie olha para Alice e agradece. Alice pergunta se dessa vez estava tudo bem mesmo e se eles tinham feito algo com a moça que responde e agradece à ajuda, o grupo conversa até Ellie conseguir um táxi.
A cena seguinte, Alice entra em uma cafeteria lotada e anda até o balcão para fazer seu pedido. Ela procura um lugar para sentar e vê uma mesa de dois lugares com uma poltrona vazia. Quando chega perto da mesa ela vê Ellie lendo uma revista, enquanto come um bolo e pergunta se pode se sentar. Ellie toma um susto e concorda. As duas começam uma curta conversa sobre o dia que se conheceram. Alice, na tentativa de puxar um assunto, aponta para a capa da revista, o elenco de ‘The O.C.’ – Entertainment Weekly, número 741 –, perguntando o que ela pensava sobre a série, as duas engatam em uma conversa fútil mas que põe um sorriso no rosto de Ellie. Alice interrompe a conversa dizendo que está atrasada para faculdade e então as duas trocam de número para poderem terminar a conversa depois.
Então, rapidamente, as duas começam uma amizade, cenas delas conversando, bebendo no apartamento de Alice, assistindo televisão, dançando juntas em festas e uma cena onde elas performam ‘Wannabe’ das Spice Girls com amigas em uma boate.
Conhecemos mais sobre as duas em uma sequência que se passa na véspera de Natal2. Sobre a boa relação de Alice e sua família, principalmente com seu pai, com quem comenta sobre sua nova amizade. Em um momento da conversa, Alice pergunta para o pai onde está a mãe, ele responde apontando para o quarto: “Ela ficou meio indisposta hoje, acho que é saudades da sua vó” e volta a prestar atenção na televisão. Alice se levante e vai conversar com a mãe. Enquanto isso, Ellie trabalha com o pai na véspera de Natal, um grande escritório de direito de seu pai em um prédio comercial e eles mal conversam. A casa da família de Ellie no Natal parece vazia e Ellie parece incomodada com algo. A casa da família de Alice está animada e sua família canta ‘All I Want For Christmas Is You’. Uma cena de Ellie voltando pra casa logo depois de jantar com seus pais e fica deitada no sofá com seu gato, ela levanta e pega uma foto dela com uma menina na estante e sorri. Uma cena de Alice dormindo com seu pai no sofá. Quando encontra para trocar presentes com Ellie, Alice conta sobre sua extrema saudade da avó e como tenta se mostrar forte na frente da mãe e Ellie muda de assunto rapidamente e logo após evita a pergunta de Alice sobre como foi o Natal com uma resposta curta. Alice convida Ellie para passar o ano novo com ela e alguns amigos na casa de seus pais, no litoral e com muita insistência ela aceita.
A Morte observa o tabuleiro antes de fazer uma jogada e pergunta para a Vida “Você acha que a vida é justa?”, a Vida responde em um que a vida não é para ser justa ou sobre ser justo ou não, a Morte rebate sobre a preocupação da vida em proteger uma peça e a Vida responde que está protegendo porque ela quer a peça e pergunta o porquê dela querer [Oscar Tape – Benicio del Toro].
Em uma sala de estar, Alice está com um microfone cantando ‘Jenny From the Block’, enquanto algumas pessoas cantam e dançam ao seu redor. Após cantar, Alice diz que precisa pegar um ar e sai para área externa, vê Ellie sentada na beira da piscina olhando para o horizonte. Caminha até ela e se senta do seu lado. Após um tempo em silêncio pergunta sobre o que a amiga está pensa e Ellie desabafa sobre a perda da irmã [Oscar Tape – Letitia Wright]. Alice, sem palavras, abraça a amiga. E permanecem abraçadas, enquanto escutam a contagem regressiva, os gritos de feliz ano novo e veem os fogos explodindo no horizonte.
Uma transição de tempo é feita3, de janeiro de 2004 até julho de 2005, ela foca no mês/ano em diferentes locais e mostra o que as amigas fazem – em um jornal na calçada enquanto elas almoçam em um restaurante, no calendário na parede do apartamento de Alice e elas estão dançando no sofá, em uma revista que Alice leva enquanto caminha no Central Park, Alice leva Ellie no aniversário da mãe dela para a amiga conhecer a família e 07/25/04 aparece na televisão, Ellie convida Alice para uma festa do escritório e avisa que será no dia 23 de agosto, elas comemoram um ano do dia que se conheceram e em um cartaz na parede está escrito “Feliz 11/16”. Vê-se também uma mudança visual das amigas, Alice, que na primeira parte do filme tem franja e cabelo claro, escurece o cabelo e corta a franja e Ellie, que na primeira parte utiliza tranças – similares às que Letitia Wright utiliza em Black Panther -, agora usa um cabelo curto com um topete.
Em uma tarde, as duas estão no apartamento de Ellie em uma conversa sobre a posse do segundo mandato de George W. Bush. O celular de Alice toca e ela atende. Durante a chamada telefônica sua feição muda, aflita, ela fala para Ellie que precisa ir e dispara para fora do apartamento, sem dizer o que aconteceu. Ellie fica preocupada e inquieta. À noite, Alice liga para Ellie e conta, em um tom sóbrio que perdeu o pai, Ellie pergunta se Alice precisa que ela vá lá e Alice responde que está bem, mas precisa desligar, pois tem papeladas para resolver.
No funeral, Ellie está incomodada, pois se lembra do funeral de sua irmã, e percebe que Alice, apesar de estar anestesiada, também está. Então, enquanto as pessoas cochicham, ela vai até a amiga e pergunta se ela quer sair dali para conversar, Alice recusa o convite e dizendo que está bem. Antes ir embora, Ellie vai de novo falar com a amiga e se oferece para ajudar com a arrumação, mas a amiga recusa e diz que precisa ficar sozinha com a mãe e avisa que depois irá telefonar.
Os dias passam e as duas não se comunicam, cenas aleatórias de Ellie que reluta ligar para a amiga são intercaladas com cenas de Alice trancada em seu quarto, deitada no chão.
Em uma tarde, quando está indo almoçar, Ellie vê a amiga saindo de uma cafeteria e vai correndo até ela, cutuca Alice e antes mesmo de dar um oi é surpreendida por um abraço apertado e um pedido desculpas por não ter ligado e pergunta se a amiga está livre para almoçar. No almoço elas conversam sobre a vida, Alice parece distraída, no final marcam de sair sexta a noite para se divertir. Com foco na mesa a cena do almoço ocorre uma transição para a mesa de xadrez. A Morte está com a oportunidade de comer duas peças da vida e fala “Vou deixar você escolher dessa vez”. A Vida recusa a oferta e eles entram em uma argumentação sobre qual peça descartar do tabuleiro. A Morte então aponta para uma peça e fala para deixá-la escolher.
Tendo ponto de vista das costas acompanhamos as parceiras de volta a ação e entrando em uma boate, a mesma do começo do filme. Ellie percebe que a amiga está estranha e bebendo demais e fala para ela ir com calma. Alice bate na mão de Ellie e responde que ela não é a mãe dela. Alice arruma uma confusão com uma moça na pista de dança. Ellie arrasta a amiga para o banheiro junto com Jess, uma menina que estava com elas. Dentro do banheiro Ellie tem uma discussão com Alice, ambas alteradas, até que em uma argumentação, Alice cita a irmã falecida da amiga. Que faz com que Ellie a dê um tapa e saía correndo do banheiro. Alice, dentro do banheiro, engole o choro e sai, encontrando Jess do lado de fora.
Acontece uma cena emocionante de Alice cantando e dançando ‘There Is A Light That Never Goes Out’, do The Smiths4, enquanto aparecem cenas aleatórias de Ellie na rua tentando pegar um táxi, e depois chorando no táxi. A cena é interrompida radicalmente ao final da música com Alice desmaiando na pista de dança.
Volta para a cena do jogo. A Morte pergunta novamente se a Vida deixará que a peça escolha seu destino ou prefira que ela escolha. E a Vida, relutante, permite que a peça escolha.
Alice acorda em casa com o barulho de algo caindo. Caminha até o final do corredor, onde ficava o escritório de seu pai e vê que sua mãe derrubou uma caixa e vai ajudá-la. Enquanto move uma caixa, ela tropeça e deixa cair uma arma de dentro dela. Alice passa o dia tentando falar com Ellie, mas não consegue. Os dias passam e sem resposta. Então Alice resolve ir até o trabalho da amiga e o pai de Ellie conta que ela sofreu um acidente na noite da discussão das duas e está em coma no hospital.
A cena corta para Ellie deitada no chão de um corredor com uma forte luz ao fundo, vemos flashes de uma batida de carro e ela acorda atordoada. Estranhando o lugar ela caminha até que acha uma porta aberta. A porta dá para uma sala e ela vê duas pessoas jogando, a Vida e a Morte, e relutante se aproxima perguntando onde está. A Morte olha para a Vida e explica a situação dela na Terra e, por fim, dizendo que cabe a ela escolher entre a sua vida ou a de outra pessoa qualquer. Ellie questiona, olhando para o tabuleiro, se ela pode saber quem é essa pessoa, se ela tem família, se ela já fez algum mal e a Morte responde com um simples não.
Alice está sentada no chão de seu quarto, ao pé da cama, neva muito lá fora, a mãe bate na porta do quarto e pergunta se ela quer comer alguma coisa, Alice nega, mas a mãe entra no quarto e senta no chão ao lado da filha. Elas têm uma conversa sobre luto e sentimentos [Oscar Tape – Larissa Manoela]. Quando a mãe se retira do quarto, Alice coloca a mão embaixo da cama, procurando algo, e então puxa a arma de seu pai e observa.
Na cena final, temos Ellie desesperada, fazendo perguntas e questionando se não estava sonhando, em nenhum momento Vida se manifesta, apenas observa, a Morte faz um monólogo sobre escolhas e pergunta novamente qual a decisão de Ellie [Oscar Tape – Brooklynn Prince]. O filme acaba sem sabermos a resposta.
Oscar Tapes
Letitia Wright: Alice se aproxima da amiga sentada na beira da piscina e pergunta: “Você sumiu e perdeu o meu show, o que aconteceu?”. Ellie se vira para a amiga e com um sorriso amarelo fala “Você se lembra de quando nos conhecemos? No banheiro, não quando você me salvou ou no café, e eu estava com uma cara de choro e você perguntou se estava tudo bem… então não estava nada bem e eu acho que estar ali foi a pior ideia da minha vida… ou a melhor [olha para Alice e dá um sorriso], ainda estou decidindo isso. Mas eu estava chorando porque eu tinha perdido minha irmã, e por isso também evitei responder suas perguntas sobre o Natal… porque eu acho que ainda não superei isso, e por mais que eu tente mentir para mim mesma, talvez eu nunca supere… de um jeito ou de outro eu nunca vou ter ela de volta e eu sempre achei que o mundo não merecia ela, que minha família não merecia ela, que eu não merecia ela. Toda vez que meus amigos comentam sobre os irmãos e eu rio da situação e faço afirmações rasas. Mas não deixo transparecer o que sinto. Que, apesar do meu sorriso, eu estou borbulhando de raiva e, infelizmente, pensando, por que você merece isso e eu não, por que você é digno e merece ainda ter sua irmã na sua vida? A vida é realmente essa injustiça? E quando eu vejo alguma foto de nós justas… Eu só quero que ela esteja ali para eu abraçá-la e falar que irei protegê-la de tudo… mesmo que eu tenha que ir embora em seu lugar… Isso é normal, Alice? Eu não sei.”.
Larissa Manoela: A mãe de Alice fala: “Lembra no Natal, quando eu estava sem animo algum e com muitas saudades da minha mãe e você veio e conversou comigo sobre luto e se deixar levar…”. Alice interrompe a mãe e começa a falar: “Eu tentei mãe, eu juro que eu tentei, mas eu não consigo… eu não consigo ir vê-la, eu só a imagino naquela cama de hospital e o quanto eu sou culpada pelo acidente,…”. Alice começa a chorar, a mãe fala que a culpa não é dela e Alice continua “Eu me culpo porque se eu não tivesse sido escrota, ela não estaria naquele táxi, ela ainda estaria viva… com o gato dela, com o trabalho dela, com a família dela. E enquanto todo mundo consegue ou finge que consegue, eu me debato em todo lugar que eu vou, e me debato, eu finjo um alheamento, mas é como se a vida e a morte estivessem se divertindo comigo, primeiro meu pai e agora minha melhor amiga. E eu sei que eu sempre fui beneficiada, nunca passei por sufocos e sempre, sempre tive pessoas ótimas do meu lado, mas é como se essas lágrimas estivessem engasgadas em mim desde que eu perdi minha vó e se recusassem a sair porque eu sempre mantive essa pose de durona, que não serve pra nada e eu guardei essas lágrimas desde a minha infância, eu nunca chorei na minha vida, mas não dá mãe, não dá mais, eu não consigo fingir que tá tudo bem comigo, porque não tá… e talvez nunca esteve tudo bem mas eu me cobrava para estar bem para o mundo.”.
Brooklynn Prince: Ellie indignada vira e pergunta “Por que vocês estão fazendo isso? É algum tipo de tortura? E Por que ele só fica olhando?” então a Morte calmamente fala “Tortura? Não, estou te dando uma escolha, é só mais uma das escolhas que você está tendo que fazer na sua vida. Não é algo difícil. Quando sua irmã morreu, você assumiu a solidão como castigo por algo que achava que deveria ter feito e não se lembrava, mas ninguém nunca cobrou nada de você, você optou por isso. E ele… bem, como eu disse você não está vivendo no momento, então não é necessária à presença dele.”. Ellie, desacreditada, suspira e indaga: “Isso só pode ser um sonho… e o que esse é tabuleiro?”. A Morte virá sorrindo e fala: “Isso é o que você acha que é… um jogo. Mas não uma competição, um jogo de parceria, que você dita as regras e opta por segui-las ou não, é sobre equilibrar. Sem essa coisa de ganhar ou perder… Bom, tenho todo tempo do mundo, só cabe a você escolher e não me pergunte se pode saber a vida de quem será tirada pois nem eu sei… pode ser de qualquer um… um criminoso ou sua família… só faça a escolha certa para você.”
Benicio del Toro: Então a Morte pergunta para a Vida, com um sorriso sarcástico, “Você acha a vida justa?”, a Vida pigarreia e olha fixamente pro tabuleiro e começa a falar “Eu não acho que a vida é justa, eu não acho que cabe a vida ser justa… e acho que as pessoas estão sempre preocupadas que algo maior está mexendo na vida delas, mudando rumos, uma força maior, um Deus, eles estão sempre nessa de dominância e submissão que não percebe que eles são responsáveis por suas próprias vidas. Que eles têm que viver o máximo que podem. Os mais certos são os que acreditam na sorte, porque o que ocorre é um pequeno jogo de acaso, que a vida delas é só uma peça, que podemos trocar por outra às vezes, a eterna parceira entre a vida é a morte… eles pensam que a vida é injusta porque acham que ela é a mocinha, uma carinha angelical, quando não passa de um traidor, um trapaceiro, assim como a morte.”. Dando uma piscadela para a Morte, que ri cinicamente e faz outra: “Se é só uma peça por que você está protegendo essa?” [apontando para uma peça do tabuleiro]. A Vida responde, com um sorriso irônico no rosto: “Porque eu sei que você quer essa peça… E posso saber a razão disso?”.
Trilha Sonora
Win
1A música que abre o filme e acompanha todas as cenas do jogo de xadrez. A melancolia que a música transmite, traduz e incrementa o clima que é o jogo entre a Vida e a Morte.
Hey Ya
Alice e Ellie na boate, como desconhecidas.
Wannabe
Alice, Ellie e as amigas cantam e dançam em uma fetsa.
Vignette: Panacea
2Transitando entre tristeza e alegria, a música é a trilha da sequência de véspera de Natal/Natal, que apresenta a tristeza e a alegria das duas meninas nessa data.
Jenny From the Block
Alice no karaokê no ano novo.
: D
3Confortável e alegre. A música segue a passagem de tempo e mudança de visual das amigas.
There Is A Light That Never Goes Out
4Uma música melancólica, mas com uma batida animada o suficiente para ser dançante. O tom que ela canta é desesperador, como se clamasse por atenção.
Bosstown
Sequência de Ellie indo ao encontro com a Morte.
Nature
A música permeia por toda sequência final do filme até os créditos.
Notícias
Prêmios
Total de 1 prêmio/indicação. Clique aqui para ver todos os prêmios da 3ª temporada.
Premiações da Crítica
- Melhor Atriz, Larissa Manoela (1 prêmio)
Críticas do Júri
95
Joseph Wilker Film Critics Association
Amei a estética da morte e a vida em segundo plano, não tinha muita fé no cast mas eles entregaram a proposta de forma sensacional! Fiquei preocupada no início pois parecia um pouco chato mas acompanhado a narrativa e as referências aos anos 90 e 00 trouxeram um tempero para a história!
80
Sindicato Latino Americano de Cinema Urso Rubro
Conceitooooooo
75
Pindamonhangaba Independent Filmmakers Circle
Um drama não necessariamente imperdível, mas muito honesto na forma como lida com a perda. Larissa Manoela e Brooklyn Prince são a alma do filme e pouco a pouco estão cavando o seu caminho para o hall de grandes estrelas de Hollywood.
70
Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Larissa Manoela é uma das grandes revelações dessa geração!
65
South-South Decolonial Film Critics Association
Apesar do elenco grandisoso, David Robert Mitchell não consegue construir uma progressão interessante para o seu roteiro. Ao fazer uma mistura de O sétimo selo com Meus 15 anos, a narrativa, em muitos momentos, torna-se enfadonha e chata. Sabemos que o luto é vivido de diferentes formas por cada um, mas: por que Ellie, personagem vivida por Letitia Wright fica tão perturbada com a morte da irmã, mesmo se passando alguns anos? Por que a sua amiga Alice, interpretada pela brasileira Larissa Manoela, em determinado momento da trama, joga na cara de Ellie a morte da irmã? São perguntas que talvez apenas a Vida (Benicio del Toro) e a Morte (Brooklynn Price), além o diretor e roteiristas podem responder. Todavia, mesmo o ritmo do filme não sendo agradável, há momentos interessantes, como a escolha de Price como a Morte: afinal, por que temeríamos uma doce menina? A Vida parece ser mais dura e perversa do que ela.
61
Gothan City Film Critics Secret Society
“Partners” tem um conceito interessante, mas acaba sendo um tanto quanto estranho, mas ainda assim traz um ótimo elenco.
60
San City Film Critics Association
Sem saber muito bem onde quer chegar, Partners conta a história de duas garotas que tiveram suas vidas transformadas quando uma entrou na vida da outra. Embora a atuação dos protagonistas seja incrível, Partners deixa a desejar em entregar uma história coerente, muitas vezes utilizando do caminho mais clichê para certos obstáculos apresentados no longa, faltando ousadia até para fechar a história de um jeito menos batido.
60
Oz Film Critics Society
Um filme esquisito. Apresenta duas histórias que não se encaixam muito bem em uma só narrativa. Acredito que o público adolescente se identificará mais com as relações conturbadas e dramas apresentados.
60
Cinema Contestado – União Catarinense de Críticos de Cinema
Partners marca uma virada do diretor para um nicho mais realista e dramático. Assim como se poderia esperar, há alguns tropeços e deslizes. A trama oferece múltiplos climaxes, sem se concentrar em nenhum em particular. O que parece ser o momento de maior tensão é na realidade o desfecho, que termina com um final aberto um tanto quanto insatisfatório. Contudo, para além dos pontos fracos, o filme conquista a audiência pela história intimista e pessoal das personagens, mostrando uma relação de afeto satisfatoriamente sóbria.
Comentários do Público
10
Scarpa
Mais um grande clássico contemporâneo da parceria MM (Mitchell-Manoela)
9
Stargirl
Elenco maravilhoso.
8
Beyoncé
Lari Manoela maior que Bette Davis
6
Naja Bondosa
O clássico do futuro!
6
Pantera Selvagem Cláudia Brasil
shippei #laritia
6
coelhinha_16
Os dois planos contrastantes trazem um ar filosoficamente mágico a uma história tão intensa, cheia de momentos metafóricos que levantam questões existenciais.
6
Supla de Sunga
Sua premissa é interessantíssima e a escolha do elenco é impecável, mas não posso deixar de lamentar que “Partners” tenha aproveitado-as menos do que poderia.
6
Leonardo Medeiros
seja na construção complexa e milimetricamente calculada da fantasia, nas inserções cirúrgicas de humor, na alegoria, esse é um filme que me encanta profundamente por conseguir manter todos esses pontos em alta qualidade sem que eles se engulam. uma pena que caia pro didatismo e pra obviedade no seu terço final
5
Choppersuey
Atuações muito boas mas não seguram o filme pois história não tão empolgante assim.
5
Jenny from the block
Um pouco confuso, principalmente em relação a ligação entre os dois plots. Talvez seja hit entre os adolescentes.
