de Sally Potter
produzido por Júlia Fraga
com Carey Mulligan
11 de julho de 2020 (3º Festival de Cannes)
🇺🇸 Estados Unidos, 🇬🇧 Reino Unido
Drama / Suspense
Sinopse: Na janela de tempo entre 1953 e 1963, as três partes de Sylvia (Carey Mulligan) são apresentadas para nós em um banquete preparado por ela mesma. Em sua juventude, é uma escritora promissora vivendo o estágio dos sonhos junto da amiga Assia (Rebecca Hall) e, rapidamente se apaixona e casa com o também escritor Ted (Benedict Cumberbatch). Porém, a vida se mostra um fardo para a jovem que se percebe presa pelas amarras do casamento e da feminilidade. Livremente baseado na vida e obra de Sylvia Plath, o filme nos mostra o passado e presente de uma mulher sufocada pela domesticação feminina e pela sociedade patriarcal.
Vencedor de 17 prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Atriz para Carey Mulligan. Parte da Criterion Collection.
Consenso da Crítica: Refletindo sobre o psicológico da mulher em meio as relações de uma sociedade patriarcal, Sally Potter entrega um filme com atuações impactantes e sabe se comunicar com a sociedade atual a partir das subversões em sua direção.
Média da crítica
89

Média do público
8.9
Tomatômetro

100%
Pipocômetro

99%
Navegue pelas seções
Ficha Técnica
Direção: Sally Potter
Roteiro: Sally Potter
Produção: Júlia Fraga
Fotografia: Natasha Braier
Música: Rachel Portman
Figurinos: Sandy Powell
Distribuição: Focus Features
Plataforma: Catflix
Elenco
Carey Mulligan como Sylvia Plath
Benedict Cumberbatch como Ted Hughes
Rebecca Hall como Assia Wevill
Proposta Estética
Baseado em Lady Lazarus, A Redoma de Vidro e na vida de Sylvia Plath, temos aqui um thriller psicológico que se caracteriza pela opressão da mulher. O filme traz consigo homenagens à direção de Chantal Akerman com a intensidade da direção de fotografia de Natasha Braier. Abusando da estética vintage exagerada, com cores berrantes e características dos anos 50/60, época na qual o filme se insere, é possível fazer uma relação às propagandas americanas que mostram o ideal de felicidade por meio da domesticidade e feminilidade. O excesso visual faz parte da narrativa que oprime a protagonista por meio dessa simulação da “performance correta” do que é ser mulher. A trilha composta por Rachel Portman adiciona a tensão aos momentos sufocantes que cercam a protagonista. O figurino é de Sandy Powell e ressalta a época com cores intensas e texturas.
Narrativa
Aviso de conteúdo: O filme traz uma adaptação livre da vida e da obra de Sylvia Plath e contém alusões a suicídio, transtorno de ansiedade e depressão. A produção alerta sobre a possibilidade de gatilhos e sugere que caso o espectador prefira se abster da leitura, tá tudo bem.
I
11 de Fevereiro de 1963. Sylvia (Carey Mulligan) prepara o jantar. A cozinha é bem equipada e tem pastilhas amarelas opressivas. Aquela cozinha já não a incomodava mais pois a vida doméstica já a acompanhava por anos. 1Entretida nos afazeres, ela se perde em seus pensamentos e a tela se enche com uma breve cena onírica. Ouvimos trechos do poema Lady Lazarus /The first time it happened I was ten./It was an accident/. Vemos a jovem Sylvia cochilando na banheira e afundando. Mãos a tiram da água. Essa foi a primeira vez que ela tinha tocado a morte. A campainha tocando a traz de volta para a cozinha. A porta se abre. Assia (Rebecca Hall) entra. As duas se encaram em silêncio e se sentam. Elas conversam brevemente sobre o tempo mas Sylvia decide cortar seu tom cortês e afirma que, apesar da mágoa, precisava alertá-la.
II
Como num sonho, somos levados para um quarto de hotel, em que Sylvia e os comprimidos que estão caídos à sua volta são as únicas coisas que destoam daquele quarto arrumado. O telefone toca ao fundo e ouvimos novamente trechos do poema: /The second time I meant/ To last it out and not come back at all./I rocked shut/As a seashell./They had to call and call./And pick the worms off me like sticky pearls. Essa era a segunda vez que tocava a morte, e Assia estava lá.
III
Verão de 1953, com vinte e poucos anos, Sylvia se vê diante da oportunidade única de estagiar na grande revista Mademoiselle. Ela conhece Assia e elas imediatamente criam laços em meio a 20 outras meninas que também faziam parte do estágio. Apesar da proximidade, elas tinham interesses diferentes: Sylvia queria a oportunidade de trabalhar na sua escrita e Assia queria uma chance no mundo da moda. Mas revista era a porta de entrada para as duas. E cá estavam elas, em mais um evento que deveriam cobrir. As 20 meninas se emperequetavam e o ambiente se enchia de uma fumaça que vinha das almofadas dos pós-de-arroz. Entre as araras de roupas espalhafatosas, as duas tentam achar roupas sóbrias. Elas estranham o silêncio e percebem que são as últimas e que perderam o transporte até o evento.
Elas correm até a rua e chamam um táxi. O táxi chega e, ao mesmo tempo que as duas se jogam dentro do carro, um homem desconhecido se espreme no banco de trás. Com palavras educadas sobre de quem seria a corrida, o homem pergunta para onde duas moças estariam indo aquela hora. Assia responde que estão com a revista em uma festa em uma galeria de arte. O homem ri e diz que também estava indo para lá. O trajeto é silencioso. Sylvia nota algo familiar no homem enquanto ele as acompanha para dentro, sob os flashes incômodos das câmeras.
De volta no quarto de hotel, as duas comentam sobre a noite. Sylvia rabisca algumas palavras enquanto Assia conta sobre as pessoas influentes com quem conversou. Enquanto folheia seus rascunhos, ela percebe que a familiaridade era porque é o homem é Ted (Benedict Cumberbatch), autor de alguns versos que tem em um canto do seu caderno.
2A rotina do estágio na revista começa a se tornar uma miríade de repetições incômodas para Sylvia. Ela estava sendo tratada como um bibelô e não gostava dessa futilidade, diferentemente das outras meninas. Sylvia se sentia sufocada por tudo aquilo e se culpava por isso. Como poderia estar sendo levada para aquele lugar tão obscuro dentro de si mesma sendo que estava rodeada por tantas cores?
Em uma das festas de inauguração, Sylvia começa a sentir uma falta de ar que nunca havia sentido antes. Assia pergunta se está tudo bem, mas a garota a afasta e afirma que sim. Uma sensação terrível se apossa dela. Era como se sua saia estivesse apertada demais e os botões da gola estivessem se enfiando em sua pele; os sorrisos a sua volta pareciam grandes demais para serem reais; tudo que ela mais odiava estava amplificado. Ela volta para o quarto de hotel aos tropeços, pega os seus remédios tremulamente. Aquela vida de plástico não era para ela (a cena II se repete). Em um turbilhão, vemos o rosto desfocado de Assia, vozes, luzes e o rosto de Ted. Ouvimos um ruído de maquinário de hospital e, após o som estático do eletrochoque, a tela se apaga. O rosto de Sylvia é pálido como os lençóis. Suas têmporas estão manchadas depois do tratamento de choque.
Para Sylvia, aquele parecia ser o fim de seu sonho editorial. Assia conta que Ted era um bambambam da revista e que estava no hotel quando o socorro foi chamado. Ele a acompanhou e fez companhia até pouco tempo antes dela acordar. Essa seria a última vez que veria Assia. Ela é liberada do hospital e, ao ir buscar suas coisas no hotel, encontra Ted. Ele a oferece uma bolsa de estudos na Inglaterra por meio da revista e diz que, apesar do pouco que viu, sua carreira na escrita era promissora.
Mesmo ainda anestesiada pelo tratamento de choque, ela vai. Sylvia e Ted se envolvem intelectual e emocionalmente. Os dois iniciam um romance. Ela se sente feliz, curada. Eles trocam manuscritos e dão opiniões sobre os seus trabalhos. Ted é um escritor que já possuía notoriedade no campo, mas parecia que a presença de Sylvia tinha sido o ponto de partida para uma nova fase da sua obra. Ela poderia ser sua musa, e ele a observava o tempo todo. Agora ela era uma peça fundamental na sua escrita. Enquanto estuda, Sylvia senta-se à frente de sua máquina e escrever. Ted a incentiva e eles trocam manuscritos e opiniões sobre as suas obras. Eles decidem se casar. Em uma cerimônia íntima, Ted e Sylvia dizem os votos. Ted encontra uma casa para eles. Sylvia acha a casa antiquada demais, mas eles a fariam perfeita com sua poesia. Até que ela publica seus poemas.
Ted acha uma graça mas percebe o sucesso que sua esposa está fazendo. Nele, não se desperta o ciúme, mas sim a inveja e a dúvida sobre sua própria escrita. Como sua mulher, alguns anos mais nova, era capaz de emplacar um sucesso nas críticas logo no início de carreira? Ele já era dependente de sua musa e agora estaria a sua sombra? Ela, feliz em uma onda de produtividade, não percebe os sinais de que seu marido se corrói de inveja. Ele observa enquanto ela escreve e tenta ler por cima de seus ombros. Ele fica ainda mais silencioso, a seguindo pela casa. Ele não poderia se deixar ser sublimado por ela. Ted, enquanto fuma, percebe que Sylvia está entretida nas tarefas domésticas e decide que irá sobrecarregá-la com mais trabalho para que ela não tenha tempo de escrever. Pelo menos faria isso até ter um plano melhor.
3Ela não percebe de início que passa horas lavando roupas manchadas de substâncias estranhas, que o marido lhe pede pratos trabalhosos para o jantar ou que as recepções de amigos ficam mais frequentes e a bagunça também. Anos se passam nessa rotina pesada do dia-a-dia e ela aperta sua escrita nos momentos que consegue encontrar. Ele viaja para os Estados Unidos com alguma frequência e traz malas e malas de roupas para serem lavadas.
Ted afirma que quer ter um filho. A vida sexual dos dois era quase um acessório em meio às trocas intelectuais que tinham, pelo menos no começo. Agora, o sexo se restringia a reprodução. Finalmente ela engravida e, apesar de se preocupar com sua escrita, fica feliz ao ver a felicidade do marido. Isso cessa quando um aborto espontâneo acontece. 4A frustração de Ted é visível. Ele fica irritadiço e digita seus poemas com fúria. Ela sente-se acuada dentro de sua casa e culpada, como se estivesse em dívida por ter sido incapaz de manter o bebê. Ela engravida novamente, mas dessa vez não existe júbilo. Ted age como se estivesse na espreita. O olhar sombrio a segue o dia todo, mas principalmente nos raros momentos em que ela senta para escrever. Passam noites insones, alertas um do lado do outro.
Mais um aborto espontâneo acontece e, dessa vez, Ted perde o fino controle que havia mantido até então. Ele empurra Sylvia assim que ela, aos prantos, conta para ele. Em resposta, grita que ela é incapaz de ser a coisa mais fácil do mundo: uma mulher. As cenas que se seguem são o inferno para Sylvia: o marido parece a desprezar, olhares hostis a seguem, ele dispara críticas ardentes sobre sua escrita e ameaças de abandono. As viagens ficam constantes mas a aura opressiva do marido paira o tempo todo. Anos passam-se nessa rotina de temor. Ela se sente mal e escreve raramente.
Em um dos retornos de Ted, Sylvia encontra alguns poemas no fundo do bolso do paletó. Eles são destinados a Assia. São descrições apaixonadas e quentes sobre o relacionamento extraconjugal. Como ele teria tido a coragem de deixá-la acuada e sozinha enquanto estava nos braços de sua antiga amiga? Flashes de olhares trocados entre Ted e Assia lá naquela época a atingem e ela percebe que aquilo não era recente.
Ela o confronta e arranca o cigarro da boca dele, para despi-lo de sua arrogância. Eles brigam. Ela pega o isqueiro e coloca fogo nos poemas para Assia e corre para o escritório atrás de mais papéis. Ted a alcança e a lança para longe, dizendo que poderia matá-la lá mesmo se ela ousasse tocar ainda mais em sua obra. Ela pede para que o faça.
IV
Assia aos prantos conta que, desde que Ted tinha saído de casa, estava morando com ela no outro continente, mas o escritor pediu para que eles viessem para a Inglaterra a fim de focarem na carreira de estilista de Assia. Em poucas semanas, Ted tinha se transformado em uma figura autoritária para ela também, mas ela achava que aquilo era coisa de sua cabeça. Depois de ouvir Sylvia, acreditava que aquilo era um ciclo prestes a se iniciar novamente. Ela se desculpa, mas Sylvia não aceita por não acreditar que a culpa seja de Assia.
Sozinha, Sylvia termina o jantar. Limpa a casa e sobe as escadas para se arrumar. Coloca um vestido que ressalta seu corpo. A campainha toca. Ted aparece na porta com flores. Ele acredita que a esposa o chamou para fazerem as pazes. Ele entra. O jantar ocorre com educação e polidez. Ele ajuda a recolher as louças e os dois se dirigem para a cozinha. Enquanto arrumam tudo, ele elogia seu corpo sob o vestido. Ele a toca na cintura e eles se beijam. Diferentemente de antes, Sylvia controla o beijo. Ela o puxa para perto e ele responde. Eles transam no chão da cozinha, sobre as roupas e Sylvia sente o prazer que em muito tempo não sentia.
Ted adormece no chão. Sylvia se veste, fecha as janelas e sai da cozinha. Ela volta com alguns papéis. Ela abre o fogão, gira os botões e fecha a porta atrás de si. 5Caminha calmamente para a sala de jantar e pega os cigarros do marido. Traga algumas vezes e joga o resto no chão. Ela sai da casa, ouvimos os versos do poema /This is Number Three/What a trash…/Out of the ash/I rise with my red hair/And I eat men like air.
Oscar Tapes
Carey Mulligan: Ao enfrentar Ted, Sylvia ateia fogo em poemas do marido para machucá-lo assim como ele a machuca constantemente
Benedict Cumberbatch: Momento da briga em que diz que poderia matá-la
Rebecca Hall: Monólogo final de Assia em que decide acabar com o ciclo de abusos de Ted em sua vida
Trilha Sonora
“Rhapsody”
1A música de tons agridoces acompanha Sylvia na cena inicial em que ela prepara o jantar. A composição se deu exatamente pela cena possuir esse caráter “feliz-triste”: ela está resoluta em seu plano mas ainda presa a sua vida doméstica.
“I Cannot Be What You Wish”
2A beleza melancólica da cadência das notas faz dessa música uma boa acompanhante da cena em que Sylvia nos insere em seu relato sobre os episódios belos (e ao mesmo tempo tristes, opressivos) do seu estágio aos vinte e poucos anos.
“You Disgust Me”
3Tensão é o sinônimo dessa música. Ela acompanha as cenas em que Ted percebe-se como sombra de Sylvia e a segue pela casa. Essa é a primeira música que representa a ameaça, já que existe uma percepção quase que tardia de Sylvia, que terá a ver com a música que se apresenta a seguir.
“Rape”
4Essa é o tema da percepção da ameaça por Sylvia. A culminação dessa percepção é quando Ted a empurra. O tema segue sutil ou abertamente durante as cenas que se seguem, para dar o tom de suspense correto para essa batalha psicológica.
“Suicide — Suzi Quatro”
5A cena final do filme é subversiva, assim como Glam Rock de Suzi Quatro. O fim de Sylvia é reescrito nesse filme e, ao invés do último toque da morte ser sobre si mesma, a nossa Sylvia ficcional reserva seu destino ao seu grande antagonista, a personificação da sua opressão. A música é diacrônica, de 78 e, a cena final ocorre em 63. E isso não diminui sua importância já que, em sua letra, traz temas conectados ao filme: o ideal do sonho americano (a maior parte do filme se passa na Inglaterra, mas Sylvia é americana)e é obrigada a preencher expectativas condizentes a esse modelo e os estereótipos patriarcais que marcam o ideal de feminilidade. E, bom, a letra em si já é uma bela pancada mas destaco o verso Please the man/Or lose your pay/And you sell your soul to society…
[Bonus Track] “Lady Lazarus — Sylvia Plath”: A declamação do poema que nomeia e norteia o filme feito pela própria autora.
Fotografia
Figurino
Notícias
Prêmios
Total de 17 prêmios e 41 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 3ª temporada.
3º Festival de Cannes
- Prêmio do Júri (venceu)
3º Screen Actors Guild Awards (SAG)
- Atriz, Carey Mulligan (venceu)
- Elenco: Carey Mulligan, Benedict Cumberbatch e Rebecca Hall (indicado)
- Ator, Benedict Cumberbatch (indicado)
3º BAFTA
- Roteiro Adaptado, Sally Potter (venceu)
- Filme (indicado)
- Direção, Sally Potter (indicada)
- Atriz, Carey Mulligan (indicada)
- Figurino, Sandy Powell (indicada)
- Casting: Carey Mulligan, Benedict Cumberbatch e Rebecca Hall (indicado)
3º Globo de Ouro
- Filme de Drama (venceu)
- Direção, Sally Potter (indicada)
- Atriz de Drama, Carey Mulligan (indicada)
- Ator de Drama, Benedict Cumberbatch (indicado)
- Roteiro, Sally Potter (indicada)
- Trilha Sonora, Rachel Portman (indicada)
3º Oscar
- Atriz, Carey Mulligan (venceu)
- Roteiro Adaptado, Sally Potter (venceu)
- Figurino, Sandy Powell (venceu)
- Filme (indicado)
- Direção, Sally Potter (indicado)
Premiações da Crítica
- Filme (2 prêmios, 2 vices)
- Direção, Sally Potter (1 prêmio, 1 vice)
- Atriz, Carey Mulligan (3 prêmios, 2 vices)
- Ator, Benedict Cumberbatch (1 prêmio, 1 vice)
- Atriz Coadjuvante, Rebecca Hall (1 prêmio, 1 vice)
- Roteiro, Sally Potter (2 prêmios, 3 vices)
Temporadas Posteriores
Nota: prêmios e indicações recebidos em temporadas posteriores não são contabilizados no ranking da temporada de lançamento do filme.
1º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
- Melhor Filme Estrangeiro (venceu, empate com Diários Secretos de Ingrid Bergman)
1ª Mostra de Cinema de São Paulo
- Seleção Oficial – Filme de Abertura
Críticas do Júri
100
San City Film Critics Association
Recontando a história de Sylvia Plath, Sally Porter entrega um filme sobre a opressão de performar feminilidade numa sociedade patriarcal e como isso marca a vida da protagonista desde tão jovem. Carey Mulligan está excelente como Sylvia, e Lazy Lazarus se firma como uma das melhores performances da sua carreira.
100
Sindicato Latino Americano de Cinema Urso Rubro
Arrepiei com a menção à CHANTAAAAAUUUOOOOOO! Nervosa que vai acabar o tempo e preciso dizer que merece ser assistido mais de uma vez. Os cortes perfeitos, as três jornadas em busca de desaparecer dentro de si, ao mesmo tempo que se faz presente rememorando a própria vida… “ O rosto de Sylvia é pálido como os lençóis. Suas têmporas estão manchadas depois do tratamento de choque. “ Essa parte.. tudo pra mim. A trilha corta feito papel nossa cara aos poucos. EUameiii
98
Oz Film Critics Society
Belíssimo retrato da vivência feminina registrado com muita delicadeza e melancolia inspirado por histórias literárias e reais. O final é arrebatador.
90
Syndicat Français de la Critique de Cinéma
Uma revelação requintada e sufocante da vida de Sylvia Plath.
87
Gothan City Film Critics Secret Society
“Lady Lazarus” é um filme forte e profundo. Começa com uma sucessão de cenas pesadas, mas por um momento achei que o filme fosse decair, contudo logo fui pego novamente e a narrativa cresceu até o fim. Mulligan e Cumberbatch entregam cenas poderosas.a revelação requintada e sufocante da vida de Sylvia Plath.
87
South-South Decolonial Film Critics Association
O filme possui pontos altíssimos, começando com a interpretação de Carey que, em outros papéis, já viveu uma mulher frágil, como em Shame e The Great Gatsby. E é aí que temos a nossa grande surpresa: se estamos esperando uma mulher que se mostra frágil e vira, mesmo sem querer, a sombra do marido invejoso – uma espécie de Lady Gaga no tenebroso remake de Nasce uma Estrela –, Sylvia, a personagem de Carey, dá uma reviravolta em momentos cruciais, mostrando que possui autonomia, mesmo vivendo envolta na redoma sufocante de Ted, personagem de Cumberbatch. Apesar do filme ser livremente inspirado na vida da poeta Sylvia Plath, a presença do enredo de O papel de parede amarelo faz-se presente, principalmente quando temos Sylvia na cozinha, coberta de pastilhas amarelas, de sua casa. Infelizmente, a perfomace arrasadora de Mulligan não se reflete no papel de Rebecca Hall, Assia Wevill. A sua personagem parece uma moça fútil e mimada, que não liga para os problemas da amiga, quando estes ainda aparecem na juventude. Talvez a sua redenção seja no último ato, quando Assia retorna para pedir desculpas à amiga pela traição. Mas, mesmo assim, ela não consegue atingir o seu ápice. Talvez, se a história do adultério envolvesse uma outra mulher que não estivesse na trama, e Assia retornasse para ajudar a amiga a dar um fim ao ciclo de abusos psicológicos sofridos, Hall conseguisse modificar a imagem banal de sua personagem.
86
Cinema Contestado – União Catarinense de Críticos de Cinema
Lady Lazarus conquista o público por abordar com a intensidade necessária um drama complexo e claustrofóbico. A trama se desenvolve através da dinâmica entre os personagens e permite ao espectador submergir na relação opressora vivida por Sylvia Plath. A proposta bibliográfica mescla realidade, ficção e narrativa pessoal. Uma homenagem digna a vida e ao trabalho de Plath.
80
Pindamonhangaba Independent Filmmakers Circle
Ao abordar temas espinhosos “Lady Lazarus” fica numa corda bamba entre a empatia e o sensacionalismo. Felizmente o saldo é positivo, grande parte devido a sensibilidade de Sally Potter ao contar essa história e a forma como ela dá densidade e vida interior para os personagens.
65
Joseph Wilker Film Critics Association
Filme aborda questões sobre os papéis de gênero que é um ponto importante, porém a escolha do cast deixou a desejar, apesar da plot interessante a química entre os atores é no entanto sem sal.
Comentários do Público
10
Scarpa
Melodrama? De época? Com Carey Mulligan? Download gratuito via torrent? Sem dúvidas, o must-see da temporada.
10
Diego Dominik
Show
10
Pantera Selvagem Cláudia Brasil
no começo achei que ia ser uma coisa, no final foi outra, amei
10
coelhinha_16
Lindo, emocionante e forte. Lady Lazarus é uma adaptação que mescla a vida e obra de Sylvia Plath com intensidade e carinho.começo achei que ia ser uma coisa, no final foi outra, amei
10
carneirinha de júlia
o filme te conduz e te comove da maneira que só uma atuação poderosa (protagonista), cortes certeiros e um roteiro categórico (ainda que sensível) são capazes de fazer. não sei como foi o processo de produção, mas a impressão que fica para o espectador que vê a trama se desenrolar com uma trilha tão coesa e imagens tão líricas é de uma obra muito bem lapidada de alguém que sabe exatamente o que quer dizer e como. sublime!
10
Supla de Sunga
Sally Potter entregou o melhor filme de sua carreira e um dos mais impressionantes do ano: forte, impactante e capaz de suscitar reflexões importantes em qualquer um que o assista. Melhor papel de Carey Mulligan desde “Shame”.
10
amora
Amei a proposta. A tentativa de fuga da redoma. Mas é o nosso fardo sempre se ver nela, não é…
10
lucy
sensível e poderoso. sally entrega um dos melhores filmes do ano, com trilha digna de oscar, atuações viscerais, figurino impecável e uma homenagem à lenda chantal akerman.
leve lencinhos na hora de assistir
10
Leonardo Medeiros
talvez seja a melhor coisa que assisti esse ano, indo de momentos com uma construção de tensão impecável pra uma reflexão sobre laços/legado que nunca é obvia e fácil. filme perfeito.
9
Naja Bondosa
Impressionante a habilidade do Benedict Cumberbatch de ser o homem mais odiável em todo filme que se propõe a isso.
9
Beyoncé
Belíssimo
9
Rimmed Spectacles Critic’s Association
Uma adaptação ousada de uma das figuras mais fascinantes da Literatura: Sylvia Plath. Figurino e cenografia irretocáveis.
8
Choppersuey
Atuações muito boas combinado com uma ótima direção e roteiro. Algumas falhas em execução mas nada que atrapalhe o clamor da obra.


