de Lynne Ramsay
produzido por Constância’s Haus of Antunes
com Ruth Negga
17 de maio de 2020 (1º Festival de Cannes)
🇺🇸 Estados Unidos, 🇬🇧 Reino Unido
Suspense
Sinopse: Na Inglaterra do século XIX, a pianista Olivia (Ruth Negga) vai morar na fazenda da família de seu marido. Em meio a uma série de mortes de animais e conflitos com a matriarca da família, Olivia descobre um novo amor.
Vencedor de 42 prêmios, incluindo o Leão de Ouro em Veneza. Parte da Criterion Collection.
Consenso da Crítica: Com uma tour de force de Ruth Negga e direção segura de Lynne Ramsay, “Bloodline” usa o suspense magistralmente construído para contar uma história socialmente relevante e cheia de surpresas.
Média da crítica
91

Média do público
8.6
Tomatômetro

100%
Pipocômetro

100%
Navegue pelas seções
Ficha Técnica
Direção: Lynne Ramsay
Roteiro: Lynne Ramsay
Produção: Constância’s Haus of Antunes
Música: Mica Levi
Figurino: Milena Canonero
Distribuição: Neon
Plataforma: Constant+
Elenco
Ruth Negga como Olivia
Paul Dano como Patrick
Amy Adams como Anne
Fernanda Montenegro como Amelia
Narrativa
No final do século XIX, a pianista Olivia (Ruth Negga) se casa com um aristocrata britânico, o severo Patrick (Paul Dano) e vai morar na mansão dele afastada da cidade onde também vivem sua irmã, a doce Anne (Amy Adams) e sua vó muda Amelia (Fernanda Montenegro). A presença de Olivia na mansão causa um grande descontentamento na matriarca ex-dona de escravos Amelia e como Patrick tem que trabalhar na cidade e fica alguns dias longe da família, a única companhia de Olivia é Anne, com quem passa todos os dias conversando sobre livros e tocando piano. Com o passar do tempo, Olivia e Anne se tornam mais que amigas e começam a desenvolver uma relação sexual, que é secretamente testemunhada em uma noite por Amelia.
A tensão do filme começa quando se inicia uma série de assassinatos dos animais da fazenda da mansão, que são encontrados mortos no meio da sala de estar, cada um com um nome escrito em um bilhete. Anne percebe que os nomes são de ex-escravos da família e começa a suspeitar que sua avó está por trás das mortes para assustar Olivia. Anne fala para Olivia de quem são os nomes e diz que está com medo que sua avó tenha descoberto a relação das duas. Olivia se mostra nervosa e revela para Anne que não sabe se continuará na casa depois disso e que espera Patrick voltar para revelar a decisão. Anne contesta sua avó em relação aos animais mortos e ela não fala nada (porque é muda kk).
Quando Patrick volta para a casa, Amelia o chama para o escritório e escreve para seu neto que Olivia e Anne estão tendo um caso, ele sinaliza que está em choque e diz que vai expulsar Olivia de casa. Saindo do escritório, ele chama Anne para avisar que Amelia está inventando coisas para se ver livre de Olivia e que pela sua idade é melhor mandá-la para um asilo. Anne concorda e fala sobre o caso dos animais mortos para reforçar que sua vó precisa ser internada. Enquanto eles conversam, Olivia e Amelia estão na sala de estar se encarando enquanto passam alguns flashbacks de sua infância vendo o pai com marcas de açoite nas costas. No mesmo dia à noite, Patrick e Anne levam Amelia para o asilo com muita relutância dela e deixam Olivia sozinha na mansão.
Quando voltam para a mansão, encontram uma cabra morta ensanguentada no meio da sala com um bilhete escrito Olivia. Desesperados eles procuram Olivia pela casa e não a encontram. Enquanto Patrick vai chamar as autoridades, Anne vai a seu quarto e encontra um carta em cima da cômoda escrita por Olivia. Ela revela que foi responsável pelas mortes e que queria se vingar de Amelia que havia sido dona de seu pai quando escravo. Olivia explica que pediu para um empregado da fazenda a levar de volta para a cidade. Na carta também deixa o endereço onde vive e seu novo nome para Anne fugir da mansão e encontrá-la futuramente. No final, vemos Olivia tocando piano e olhando para a janela de sua nova casa. A câmera de afasta e vemos o reflexo de Anne na janela. As duas sorriem.
Proposta Estética
Lynne Ramsay pegou sua inspiração parte em Rebecca de HItchcock e parte em Teorema de Pasolini. Iluminação natural com velas como em Barry Lyndon. Como já é de praxe de Ramsay, teremos vários momentos poéticos quase oníricos da protagonista que consistem em muitas imagens e pouco diálogo onde a personagem reflete sobre suas descobertas sexuais e seu lugar naquela casa, principalmente com alguns flashbacks da infância de Olivia. Mica Lévi (Under the Skin, Jackie) na trilha sonora e figurinos de Milena Canonero (Barry Lyndon, Maria Antonieta).
Oscar Tapes
Ruth Negga: Olivia chora no banheiro após ver o primeiro animal morto na sala repetindo “I can’t do it, i can’t do it”.
Paul Dano: Patrick grita com um empregado enquanto Olivia assiste.
Amy Adams: Anne contesta sua vó sobre os animais mortos.
Fernanda Montenegro: Amelia chora de raiva após testemunhar o caso de Olivia e Anne.
Imagens
Clique/toque nas imagens para ampliar.







Notícias

Prêmios
Total de 42 prêmios e 69 indicações. Clique aqui para ver todos os prêmios da 1ª temporada.
1º Festival de Cannes
- Prêmio do Júri (venceu)
- Prêmio de Roteiro, Lynne Ramsay (venceu)
- Prêmio do Júri Ecumênico (venceu)
1º Festival de Veneza
- Leão de Ouro (venceu)
- Leão de Prata de Direção, Lynne Ramsay (venceu)
1º Screen Actors Guild Awards (SAG)
- Elenco: Amy Adams, Fernanda Montenegro, Paul Dano e Ruth Negga (venceu)
- Atriz, Ruth Negga (venceu)
- Atriz Coadjuvante, Amy Adams (indicada)
- Atriz Coadjuvante, Fernanda Montenegro (indicada)
- Ator Coadjuvante, Paul Dano (indicado)
- Elenco de Dublês (indicado)
1º BAFTA
- Atriz, Ruth Negga (venceu)
- Atriz Coadjuvante, Fernanda Montenegro (venceu)
- Roteiro, Lynne Ramsay (venceu)
- Filme (indicado)
- Direção, Lynne Ramsay (indicada)
- Ator Coadjuvante, Paul Dano (indicado)
- Casting (indicado)
1º Globo de Ouro
- Filme de Drama (venceu)
- Direção, Lynne Ramsay (venceu)
- Atriz de Drama, Ruth Negga (venceu)
- Atriz Coadjuvante, Fernanda Montenegro (venceu)
- Roteiro, Lynne Ramsay (venceu)
- Ator Coadjuvante, Paul Dano (indicado)
1º Oscar
- Atriz, Ruth Negga (venceu)
- Roteiro, Lynne Ramsay (venceu, empate com Melina Matsoukas por Blue Book)
- Filme (indicado)
- Direção, Lynne Ramsay (indicada)
- Atriz Coadjuvante, Fernanda Montenegro (indicada)
- Ator Coadjuvante, Paul Dano (indicado)
Premiações da Crítica
- Filme (4 prêmios, 2 vices)
- Direção, Lynne Ramsay (4 prêmios, 3 vices)
- Atriz, Ruth Negga (3 prêmios, 2 vices)
- Ator Coadjuvante, Paul Dano (5 prêmios, 2 vices)
- Atriz Coadjuvante, Fernanda Montenegro (5 prêmios)
- Roteiro, Lynne Ramsay (4 prêmios, 2 vices)
- Atriz Coadjuvante, Amy Adams (3 vices)
Temporadas Posteriores
Nota: prêmios e indicações recebidos em temporadas posteriores não são contabilizados no ranking da temporada de lançamento do filme.
4º BAFTA
- Melhor Filme Britânico (indicado)
1º Prêmio Guarani
- Filme Estrangeiro (indicado)
- Atriz Coadjuvante, Fernanda Montenegro (indicada)
1º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
- Melhor Filme Estrangeiro (indicado)
1ª Festival do Rio
- Melhor Longa Estrangeiro, Júri Popular (venceu)
- Seleção Oficial
Críticas do Júri
100
Santa Catarina Film Critics
Bloodline é um clássico moderno e viverá nas pessoas que o assistem por anos. Cru, angustiante e importante, Lynne Ramsay prova mais uma vez que é uma das melhores diretoras da atualidade e em Bloodline ela faz algo que apenas ela e mais ninguém conseguiria. Atuações majestosas, direção e roteiro primorosos. Bloodline é uma obra original mais que necessária, é uma obra que o cinema precisa e que mostra o quão poderosa a sétima arte deve ser.
100
Rio Film Critics Circle
Bloodline é, em suma, um filme totalmente brilhante: assustador, cheio de suspense, bonito e muito bem atuado. Lynne Ramsay traz uma obra prima que ficará grudada na mente dos espectadores por bastante tempo, desde a trilha até os figurinos, tudo é executado de uma forma perfeita e sutil.
98
Limeira Film Critics Society
Ruth Negga e Fernanda Montenegro brilham num embate que não teria tanta genialidade se os personagens estivessem nas mãos de outras atrizes. Paul Dano e Amy Adams realizam performances consistentes como os ingênuos coadjuvantes. Lynne Ramsay mais uma vez prova que é uma das maiores diretoras vivas, entregando uma obra-prima memorável. É a história do cinema sendo feita.
97
Laranjinha Critics Choice
Um roteiro intrigante, uma direção incisiva e atuações brilhantes, um filme que te deixa angustiado e maravilhado. Lynne Ramsay mostra mais uma vez que caminha para ser um dos maiores nomes do cinema. Ruth Negga vem buscar os prêmios que não lhe deram antes.
97
San City Film Critics
Mostrando que é uma das melhores diretoras da atualidade, Ramsay constrói um drama e suspense familiar como ninguém. Bloodline é intenso, cativante, te enche de perguntas e por isso te prende do início ao fim, não desapontando no desfecho da trama. Com um roteiro conciso e brilhante, Ramsay nos entrega um filme inesquecível e não levará muito tempo para esse ser considerado um clássico do cinema. Ruth Negga brilha e entrega uma performance de tirar de o fôlego.
90
Oz Film Critics Society
Bloodline traz um drama familiar, um romance proibido e um conto de vingança, quando esses caminhos se cruzam a vontade é de rever o filme desde o início. No entanto, ao tentar abraçar tantas ideias algumas questões poderiam ser melhor exploradas. Destaque para a atuação de Fernanda Montenegro.
65
Gothan City Film Critics Secret Society
Mesmo que com alguns grandes momentos, “Bloodline” as vezes se encontra monótono, mesmo que com uma boa ideia. Uma ótima ambientação e um grande atuação de Negga dão uma força ao filme, mas acredito que dessa vez Adams não chegue para esquentar o banco. Veremos até onde o sangue consegue correr nas premiações.
